Rio de Janeiro, 12 de Abril de 2026

Quase 29 milhões de pessoas têm alimentação garantida no Rio

Sexta, 26 de Maio de 2006 às 11:59, por: CdB

O Governo do Estado do Rio de Janeiro garantiu com dois programas sociais uma boa alimentação para quase 29 milhões de pessoas carentes. Primeiro, foram os restaurantes populares, iniciados com o da Central do Brasil, hoje com nove unidades que servem refeições a R$ 1; depois, o café da manhã vendido por apenas R$ 0,35 em seis estações de trem. Nos restaurantes, em seis anos de funcionamento, são mais de 22,5 milhões de refeições servidas e nas estações em mais de dois anos são 6,3 milhões de cafés da manhã.

-  Nos restaurantes populares, além da oferta de uma refeição barata, o usuário recebe uma alimentação balanceada que contribui para uma melhor saúde das pessoas - destaca a secretária da Família e da Assistência Social, Sílvia Barreto.

Nutricionistas não apenas preparam o cardápio balanceado para as nove unidades em funcionamento como orientam e acompanham os hábitos alimentares dos clientes. Segundo a nutricionista do Restaurante Popular Betinho, na Central do Brasil, Kátia Cardoso dos Santos, a forma como o cardápio é composto introduz os alimentos considerando as calorias e os valores nutricionais importantes. Ela diz que, associando vitaminas, mineirais e fibras, o colesterol no sangue é reduzido.

Nos restaurantes populares também são feitas avaliações dos freqüentadores durante o almoço. Sempre que algum usuário apresenta sobrepeso, obesidade, baixo peso ou até diabetes e não tem uma orientação sobre alimentação adequada, passa a receber atendimento individualizado. A nutricionista faz, então, a prescrição de uma dieta.

O programa Restaurantes Populares faz parte da Política de Segurança Alimentar desenvolvida pelo governo do estado, com o objetivo de combater a miséria e a desnutrição da população fluminense. O primeiro restaurante, o Herbert de Souza, foi inaugurado em dezembro de 1999 na Central do Brasil. Hoje, há nove estabelecimentos funcionando: Herbert de Souza (Betinho), na Central do Brasil; Jorge Cury, no Maracanã; Jorge Amado, em Niterói; Getúlio Vargas, em Bangu; Madre Tereza de Calcutá, em Nova Iguaçu; Dom Hélder Câmara, em Duque de Caxias; Mário Covas, em Itaboraí; Romilton Bárbara, em Campos; e Dona Ruth, em Barra Mansa.

Outras cinco unidades estão em construção: no Ceasa, em Irajá, em Bonsucesso, no Méier e em Madureira, todos na Zona Norte da capital; e em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio.

O café da manhã funciona nas estações de Saracuruna, Belford Roxo, Japeri, Santa Cruz, Campo Grande e Bangu, onde são oferecidos 15 mil kits diariamente. O desjejum é composto por um copo de café com leite ou suco, pão com margarina e bolo e uma fruta da estação. Esses alimentos somam 600 calorias.

Também administrado pela Secretaria da Família e Assistência Social, o serviço faz parte da política de segurança alimentar do governo do estado, que inclui, entre outros, os programas Cheque Cidadão, Restaurante Popular, Leite Saúde e Nutrição Dez.

O café da manhã é destinado aos usuários do sistema ferroviário - maioria de trabalhadores e estudantes - que saem de casa sem se alimentar adequadamente. O lanche começa a ser servido às 4h e termina por volta das 8h.

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