Rio de Janeiro, 10 de Outubro de 2026

Quando Nuvem busca o peixe-lua

Filho de emigrantes portugueses em Lausanne, Basil da Cunha vive atualmente em Portugal, onde tem feito filmes curtas-metragens, e o mais recente, Nuvem ou Peixe-Lua, produzido pela Suíça, foi apresentado na Quinzena de Realizadores de Cannes antes de ser apresentado no Festival de Locarno, em duas projeções especiais diante de um grande público.

Terça, 09 de Agosto de 2011 às 12:42, por: CdB
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Filho de emigrantes portugueses em Lausanne, Basil da Cunha vive atualmente em Portugal, onde tem feito filmes curtas-metragens, e o mais recente, Nuvem ou Peixe-Lua, produzido pela Suíça, foi apresentado na Quinzena de Realizadores de Cannes antes de ser apresentado no Festival de Locarno, em duas projeções especiais diante de um grande público. O filme tem a particularidade de ser falado no dialeto caboverdiano e ter sido filmado num bairro de Lisboa com moradores locais. Conta a história de um jovem pouco inclinado ao trabalho, um tanto sonhador, que parte em busca de um peixe-lua, unica maneira, de acordo com um vidente da região, de conseguir conquistar o amor da servente do bar, que ama, mas que o expulsou por não ter com o que pagar. « Trata-se de uma segunda geração de caboverdianos que chegou a Lisboa, depois da revolução dos cravos e da independência, e que vive na periferia da capital portuguesa. Procuro mostrar um cinema que se mistura com a vida. Não cheguei lá, nessa periferia, para fazer um filme, não, eu vivo lá com eles. E não cheguei com recursos e nem com equipe técnica. Ao fim, cerca de 40 pessoas do bairro participam do filmes desde velhos a jovens, essas pessoas fazem parte do filme de maneira voluntária. « Levamos três meses para fazer porque tivemos de redefinir diversas vezes com eles o roteiro do filme, pois é um filme que se cria de maneira coletiva tanto na filmagem como na montagem e não depende um guião préestabelecido que tenta dominar a realidade. » Basil da Cunha já fez outros curtas-metragens, tem uma pequena produtora em Lisboa e conta o apoio de produtores suíços. Espera logo poder filmar um longa-metragem, para o qual tem um projeto definido. Rui Martins, de Locarno, convidado pelo Festival de Cinema.
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