Rio de Janeiro, 25 de Agosto de 2026

Qualidade das importações, eis a questão

Terça, 03 de Maio de 2011 às 08:05, por: CdB

Toda vez que o país cresce de forma consistente, aumentam as importações e alvoroçam-se os ortodoxos. O que não fazem - e é preciso fazer - é decompor, também, a qualidade destas importações. Em 2010, por exemplo, só importamos 7% de bens de consumo não duráveis mas importamos 16% de bens de capital.

Nada menos que 41% das nossas importações eram produtos com média-alta tecnológia e 20% só de alta tecnologia, o que incorpora a nosso sistema produtivo industrial mais produtividade e competitividade.

Fora o fato de que ao contrário do que afirmavam todos os analistas alarmistas, nosso comércio exterior continua crescendo mesmo com o câmbio a US$ 1,60 um fato que comprova que nossa economia tem condições de superar o atual momento. Conseguiremos, desde que avancem os investimentos em infraestrutura, educação e inovação. Para tanto, temos que financiar esta incorporação de tecnologia e reduzir custos tributários e financeiros.

Preocupação com a qualidade e não com a quantidade


O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, inclusive, já manifestou atenção em relação à qualidade das nossas importações. "Nós não temos preocupação com a quantidade, que é extremamente confortável. O nosso problema é como dar mais qualidade, exportar mais industrializados, sem abrir mão da posição confortável de grande exportador de commodities", destaca o ministro.

Pimentel também anunciou que medidas nas áreas tributária e fiscal, que visam incentivar nossa indústria estão previstas na Política de Desenvolvimento da Competitividade que será apresentada neste mês pelo governo. O fato é que nada menos que 86% da pauta de importações brasileiras é constituída de bens intermediários (insumos para produção), bens de capital (para investimento) e combustíveis.

Isto não significa que devamos nos acomodar ou subestimar o quadro atual de valorização do real e perda de competitividade, mas que é preciso fazer a leitura real do nosso comércio externo para adotar as medidas necessárias ao seu crescimento, e como disse o ministro mudança de qualidade (vejam, também, o post abaixo 2011, o bom ano das exportações).

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