O presidente da Rússia, Vladimir Putin, ao retomar às atividades depois da reeleição, nesta segunda-feira, rebateu as críticas dos Estados Unidos sobre a falta de democracia no país e prometeu melhorar o padrão de vida dos russos.
Putin, de 51 anos, venceu o pleito com 71% dos votos. Após a divulgação do resultado, o dirigente fez um pronunciamento no qual reconheceu o fracasso de seu primeiro mandato em melhorar o padrão de vida dos 145 milhões de habitantes da Rússia. ``O que fizemos não fez dos russos pessoas mais prósperas'', afirmou a repórteres. ``Não promovemos prosperidade.''
Agora, o líder da Rússia promete usar seu próximo mandato de quatro anos, seu último segundo a Constituição, para implementar reformas que se traduzam em benefícios para a população, um quarto da qual vive na miséria.
Dando sinais de que o governo retomava suas atividades como antes da eleição, Putin afirmou que compareceria a reuniões na segunda-feira com seu gabinete e que conversaria com líderes estrangeiros pelo telefone.
Os mercados financeiros mostraram pouco interesse na vitória arrasadora. Mas as ações da Gazprom, a maior empresa de petróleo do mundo, abriram com alta de 1,28 por cento depois de Putin ter dito que o Estado deveria facilitar os negócios nas bolsas.
Segundo liberais críticos ao governo, o estilo autoritário do ex-espião da KGB, a guerra na Chechênia (uma República separatista) e a promoção de autoridades da área de segurança para altos postos do governo ameaçam o futuro da democracia na Rússia.
Tanto o secretário de Estado dos EUA, Colin Powell, quanto a assessora norte-americana para assuntos de segurança nacional, Condoleezza Rice, sugeriram em entrevistas que os rivais de Putin não haviam tido acesso justo aos meios de comunicação.
Mas Putin, de forma firme, porém diplomática, rebateu tais críticas, que seriam ``ditadas pelo balanço doméstico da política'' nos EUA em ano de eleição.