O presidente da Rússia, Vladimir Putin, fez nesta segunda-feira um chamado a preservar a ordem mundial "baseada na segurança, a justiça e uma nova cultura de relações que impeça a repetição de guerras quentes ou frias".
- A história nos ensina que Estados e povos devem fazer tudo para impedir o nascimento de novas doutrinas mortíferas, o crescimento de novas ameaças - disse Putin em um breve discurso antes do começo do desfile militar por causa do 60º aniversário da vitória sobre a Alemanha nazista.
O chefe do Kremlin ressaltou que "as lições daquela guerra ensinam que a colaboração com a violência e a indiferença conduzem a horríveis tragédias em escala mundial".
- Perante as ameaças reais do terrorismo estamos obrigados a preservar um ordem mundial baseada na segurança, a justiça e uma nova cultura de relações que impeça a repetição de guerras 'quentes' ou 'frias - afirmou.
Desde a tribuna instalada diante do mausoléu de Lênin na praça Vermelha de Moscou, Putin lembrou que na Segunda Guerra Mundial estiveram envolvidos 61 países e quase 80% da população do planeta.
- Mas os eventos mais cruéis e decisivos que determinaram o drama e o desenlace dessa guerra desumana tiveram lugar na União Soviética - ressaltou.
Putin asseverou que Rússia jamais esquecerá a "ajuda dos aliados, dos Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, de outros Estados da coalizão antihitleriana, dos antifascistas alemães e italianos", e rendeu tributo ao "valor de todos os europeus que lutaram contra o nazismo".
Rio de Janeiro, 28 de Maio de 2026
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