Presidente russo, Vladimir Putin afirmou, nesta quinta-feira, que seria "absolutamente inaceitável" para ele permanecer no poder depois que seu segundo mandato terminar, em maio. Seu sucessor, no entanto, deverá ser um aliado.
- Todos precisam obedecer à lei, principalmente o chefe de governo - disse ele durante sua entrevista coletiva anual no Kremlin.
A popularidade de Putin na Rússia levou simpatizantes a pedirem que ele mudasse a Constituição para poder continuar como presidente. O presidente disse também que o país não pretende redirecionar seus mísseis contra qualquer Estado "sem necessidade extrema" e que Moscou espera não se ver diante de uma situação de conflito com o Ocidente.
- Não planejamos conflitos (com o Ocidente) e esperamos que isso não aconteça em um futuro próximo - afirmou.
No começo da semana, Putin havia declarado que, teoricamente, a Rússia poderia voltar seus "mísseis ofensivos" contra a Ucrânia se o país aderisse à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e depois servisse de base para alguma força estrangeira.