O presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou nesta terça-feira que visitou a república separatista da Chechênia e ordenou o reforço expressivo na segurança na região, dois dias depois do assassinato do presidente local, Akhmad Kadyrov. A rápida passagem pela região imnformada anunciada por ele depois de voltar, foi considerada um risco.
Putin disse que esteve na Chechênia para condecoração póstuma do presidente Akhmad Kadyrov, morto em um atentado a bomba no domingo e enterrado na segunda-feira, em uma cerimônia que reuniu milhares de pessoas. Putin entregou à família de Kadyrorv, um de seis mortos no ataque na explosão em um estádio da capital Grozny, a Estrela de Herói da Federação Russa.
A morte de Kadyrov, um ex-líder rebelde, deixou Putin sem a peça-chave de seus planos para vencer definitivamente o separatismo e manter a Chechênia na Federação Russa, mas já nesta terça-feira, porém, o presidente pediu o acréscimo de mais de 1.000 pessoas no efetivo de segurança do Ministério do Interior da Chechênia.
- Quero discutir os resultados de minha viagem com o governo, porque uma série de questões requer reação rápida - disse Putin, citado pela agência de notícias russa Interfax. - O Ministério do Interior da Chechênia pediu uma decisão rápida sobre a elevação de sua força em 1.125 pessoas. O ministro interino do Interior e o primeiro-ministro têm que considerar essa questão e resolvê-la rapidamente. Até o fim do dia, que se reportem a mim.
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Putin faz visita secreta à Chechênia e pede aumento de tropas
Terça, 11 de Maio de 2004 às 07:32, por: CdB