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Putin espera manter influência no próximo governo russo

Quinta, 26 de Abril de 2007 às 09:48, por: CdB

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, em um discurso feito nesta quinta-feira, ofereceu poucas pistas sobre quem poderia sucedê-lo, mas deixou claro que espera ter alguma influência sobre os rumos do país após deixar seu cargo. O último discurso do estado da nação realizado por Putin antes do fim do mandato dele contou com várias promessas capazes de render votos a seus aliados e críticas à interferência estrangeira.

O dirigente revelou planos de ampliar os gastos com aposentadorias, a energia atômica e a construção de navios e casas, mas não se manifestou claramente sobre a maior pergunta existente hoje no mundo da política russa, quem escolherá para ser o sucessor dele.

- Minha autoridade presidencial chega ao fim em 2008 e o próximo discurso do estado da nação será realizado por outro chefe de Estado. E muitos dos meus colegas esperavam que esse discurso se concentrasse principalmente nos resultados dos esforços que realizamos desde 2000. Para mim, é prematuro apresentar meu testamento político. Apesar de, em verdade, ser sempre necessário pensar no futuro - afirmou Putin.

afirmou o dirigente, sendo aplaudido pela platéia formada por autoridades do primeiro escalão, generais, deputados e bispos. Especialistas que acompanham o governo russo e investidores estrangeiros tentam descobrir alguma pista sobre quem será o dirigente da Rússia em 2008, quando, segundo a Constituição, Putin terá de deixar o cargo. O atual líder, no entanto, poderia regressar ao posto mais tarde. Entre os possíveis candidatos estão os primeiros-vice-primeiros-ministros Sergei Ivanov e Dmitry Medvedev, o chefe do setor de ferrovias do país, Vladimir Yakunin, e o chefe de gabinete de Putin, Sergei Sobyanin.

- O presidente foi bastante claro, afirmando ser cedo demais para pensar no testamento dele. A forma como o discurso foi formulado e as idéias contidas nele mostram que o presidente não colocará fim a sua carreira política depois de março de 2008 - afirmou Mikhail Margelov, presidente da comissão de assuntos internacionais da Câmara alta do Parlamento.

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