Os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da China, Hu Jintao, destacaram nesta quinta-feira as boas relações políticas e a cooperação econômica e militar entre seus países.
Hu, que iniciou hoje uma visita de Estado à Rússia, se reuniu com Putin na residência presidencial de Novo-Ogariovo, nos arredores de Moscou, para "passar a tarde juntos e examinar todos os problemas em um ambiente informal", segundo disse o chefe do Kremlin.
Putin se mostrou convencido de que a visita de Hu dará um novo impulso às "relações de cooperação estratégica" entre os dois países. Além disso, demonstrou satisfação com a crescente cooperação militar entre Moscou e Pequim, que planejam suas primeiras manobras conjuntas.
Por sua vez, o presidente chinês disse que sua visita servirá para "fortalecer ainda mais a confiança política, o comércio bilateral e a interação estratégica da Rússia e China nos assuntos internacionais e regionais", segundo a agência russa RIA.
Ele também ressaltou as posturas semelhantes de ambos os países em assuntos como "a integridade territorial e a soberania", numa referência aos desafios representados por forças separatistas e extremistas russas e chinesas, e à eficácia dos mecanismos bilaterais de consultas em matéria de segurança.
Hu Jintao destacou ainda que nos últimos anos os dois países intensificaram a cooperação econômica, comercial, energética, financeira, científica, cultural e militar.
A China é a maior compradora de armas de Moscou, está interessada na aquisição de combustíveis russos para alimentar seu crescente potencial industrial e tem intenção de realizar diversos investimentos na economia da Rússia.
O comércio bilateral superou os US$ 20 bilhões em 2004, e durante uma reunião hoje com o presidente do Senado russo, Serguei Mironov, Hu disse que os dois países querem aumentá-lo para US$ 80 bilhões em alguns anos.
Segundo a agência Interfax, após a reunião informal desta noite, fontes do Kremlin anunciaram que os dois presidentes farão amanhã negociações oficiais nas quais será assinada "uma declaração política sobre a ordem mundial no século XXI".
Segundo o Kremlin, os dirigentes russo e chinês debateram os problemas internacionais, a reforma da ONU, a luta antiterrorista, medidas de segurança e estabilidade em diversas regiões do mundo, em particular na Ásia Central.