Rio de Janeiro, 20 de Fevereiro de 2026

Putin cogita assumir cargo de primeiro-ministro

Segunda, 01 de Outubro de 2007 às 14:04, por: CdB

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, revelou nesta segunda-feira que pretende se candidatar a uma vaga no Parlamento russo e que considera "realista" a possibilidade de que venha a ser primeiro-ministro.

Putin disse, em discurso em um Congresso do partido Rússia Unida, que aceita liderar a lista de candidatos da agremiação nas eleições parlamentares, marcadas para dezembro.

— No que diz respeito a liderar o governo, essa é uma sugestão realista, mas ainda é muito cedo para se pensar nisso —, afirmou o presidente russo.

— Duas condições precisam ser cumpridas primeiro: o Rússia Unida precisa vencer a eleição e uma pessoa decente, capaz e alinhada com a modernidade, com a qual eu trabalhe em equipe, precisa ser eleita presidente —, disse.

Putin deve deixar o cargo em março do ano que vem, após dois mandatos consecutivos no Kremlin. A legislação russa não permite que ele se candidate pela terceira vez consecutiva à Presidência.

Maioria

O anúncio de Putin ocorre após meses de especulação sobre o futuro político do presidente russo depois que ele deixar o poder.

Para especialistas em política russa, a decisão de Putin deixa mais claro que ele está determinado a continuar como a figura central da política no país.

Nas eleições de 2 de dezembro, as 450 cadeiras da Duma, a câmara baixa do Parlamento russo, serão distribuídas de forma proporcional entre os partidos que obtiverem pelo menos 7% dos votos.

Dada a popularidade de Putin, é possível que o Rússia Unida mantenha a maioria na Duma, conquistada nas eleições parlamentares de 2003.

Caso seja indicado primeiro-ministro, Putin se tornaria o primeiro substituto do presidente, caso este fique incapacitado de governar.

— É difícil imaginar como Putin se tornaria primeiro-ministro depois de ser um presidente tão popular —, afirma o analista Andrei Ryabov, do centro Centro Carnegie de pesquisas em Moscou.

— Putin deve estar preocupado, ele não deve estar querendo ficar subordinado ao presidente —, completa Ryabov.

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