Rio de Janeiro, 04 de Novembro de 2026

Putin acumula mais poder, antes de deixar a Presidência da Rússia

Presidente do maior país em extensão territorial do mundo, o russo Vladimir Putin aceitou nesta terça-feira a direção do maior partido político da Rússia e, com isso, acumula ainda mais poder, às vésperas da entrega do cargo, prevista para o dia 7 de maio. Para se manter na condução do país Putin também aceitou o cargo de primeiro-ministro. (Leia Mais)

Terça, 15 de Abril de 2008 às 08:23, por: CdB

Presidente do maior país em extensão territorial do mundo, o russo Vladimir Putin aceitou nesta terça-feira a direção do maior partido político da Rússia e, com isso, acumula ainda mais poder, às vésperas da entrega do cargo, prevista para o dia 7 de maio. Para se manter na condução do país Putin também aceitou o cargo de primeiro-ministro.

- Aceito o convite do partido. Estou pronto para assumir para mim a responsabilidade adicional e chefiar o partido - disse Putin, sob aplausos, em um congresso do partido Rússia Unida em Moscou.

A presença de Putin na política russa também está assegurada pela presença de seu protegido Dmitry Medvedev, na Presidência da República. Para os russos, o premiê é subordinado ao presidente, e historicamente o cargo é ocupado por tecnocratas politicamente fracos, rotina alterada pelo ex-agente da KGB. O partido Rússia Unida obteve 315 das 450 vagas da Duma (Câmara dos Deputados) em dezembro passado, o que garante a maioria qualificada de dois terços, suficiente para alterar a Constituição ou abrir um processo de impeachment contra o presidente.

- Putin não quer ser o que chamaríamos de um primeiro-ministro técnico na Rússia, uma pessoa que pode ser retirada em 30 segundos se o presidente desejar; ele quer ser um primeiro-ministro com sua própria base de poder. Basicamente, Medvedev não poderá governar sem o aval de Putin - disse à agência inglesa de notícias Reuters Alexei Pushkov, jornalista e professor de Relações Internacionais.

Eleito por unanimidade, em uma votação simbólica, a permanência de Putin na direção do partido é de quatro anos, o que lhe dá garantias de controlar a Duma nesse período.

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