Rio de Janeiro, 18 de Maio de 2026

Publicitário pode ser convocado para depor junto à ex-secretária

Nesta quarta, pode acontecer a primeira acareação da CPI que investiga denúncias de corrupção nos Correios. O relator Osmar Serraglio (PMDB-PR) admitiu a possibilidade de uma acareação entre o publicitário Marcos Valério e sua ex-secretária Karina Fernanda Sommaggio. (Leia Mais)

Quarta, 06 de Julho de 2005 às 05:56, por: CdB

Nesta quarta-feira, pode acontecer a primeira acareação da Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga denúncias de corrupção nos Correios. O relator Osmar Serraglio (PMDB-PR) admitiu a possibilidade de uma acareação entre o publicitário Marcos Valério, apontado pelo deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) de ser o operador de pagamentos de mesadas a parlamentares, e sua ex-secretária Karina Fernanda Sommaggio.

- Legalmente é possível. Se houver um desencontro no depoimento dos dois, pode haver acareação - afirmou o relator.

Segundo ele, para que haja a acareação não é necessária a votação de um requerimento, bastando para isso um consenso do plenário. Mesmo assim, o deputado Ônix Lorenzoni (PFL-RS) se antecipou e solicitou na noite de terça-feira ao relator que coloque em votação o requerimento 176, que trata da acareação. O presidente da CPI, senador Delcidio Amaral (PT-MS), disse que o requerimento que prevê essa possibilidade será debatido na reunião desta quinta, juntamente com outros pedidos.

A ministra Ellen Gracie, presidente em exercício do Supremo Tribunal Federal concedeu habeas-corpus preventivo ao publicitário, que não poderá ser preso durante o depoimento, mesmo que se recuse a responder algumas perguntas feitas durantes a comissão.

O relator da CPI dos Correios avaliou como um "divisor de águas" a criação da CPI para investigar o suposto pagamento de mesadas a parlamentares e a suposta compra de votos da emenda da reeleição em 1997. Para ele, a nova comissão estabelece os limites de investigação da própria CPMI dos Correios.

- Temos um divisor de águas bem definido. Tudo que diz respeito à possibilidade de fraudes nos Correios até o momento em que os recursos ingressem na empresa, a investigação é de responsabilidade da CPMI. Já no que se refere à utilização desses recursos, cabe à investigação da CPMI da compra de votos - explicou.

O relator também afirmou que não existe motivo que justifique o depoimento de um presidente de partido na CPI dos Correios:
- Porque convocar (qualquer presidente de partido), e aí eu não vou citar nomes, se não há nada que justifique com relação às denúncias de corrupção nos Correios.

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