A Executiva Nacional do PT reuniu-se, nesta sexta-feira, para avaliar a política de alianças com vistas às próximas eleições. No primeiro encontro do ano, alguns dos principais líderes do partido reproduziram a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e querem promover o maior número possível de alianças para tentar manter o chefe do Executivo no cargo. A decisão quanto aos acordos partidários, no entanto, será de responsabilidade do PT. Há quem defenda, inclusive, a presença de alguém do PMDB como companheiro de chapa de Lula, como vice-presidente.
- De forma nenhuma o presidente Lula dará a palavra final sobre esse assunto. Essa é uma decisão que será tomada junto com a direção nacional do partido - disse o o secretário-adjunto de Organização, Francisco Campos.
Embora algumas correntes petistas descartem a possibilidade de manutenção dos acordos com as legendas envolvidas no esquema do valerioduto, como o PTB do deputado cassado Roberto Jefferson, o PP do ex-deputado Severino Cavalcante, e o PL do ex-deputado José Janene, há quem defenda a presença destes partidos na composição dos apoios a Lula. Os integrantes da esquerda do PT desejam que as coligações passem apenas por aquelas siglas com quem têm relação histórica e afinidade programática, como o PC do B e o PSB.
Mas para o Campo Majoritário, liderado pelo deputado cassado José Dirceu, o leque de alianças deve ser o mais amplo possível, com prioridade para o PMDB.
- O PT terá de fazer um esforço sobre-humano para fazer com que o PMDB esteja conosco. Há inclusive, a possibilidade de se estudar a presença dos peemedebistas na chapa pela reeleição, na Vice-presidência - disse o terceiro vice-presidente do partido, Jilmar Tatto.