A aliança entre o PT e o PSB, coligado ao PSDB na disputa pela prefeitura da capital mineira será decidida até o dia 16 de maio. Resolução política aprovada pela Comissão Executiva Nacional do PT, divulgada aos diretórios nesta terça-feira, estabelece o dia 10 do mês que vem como data-limite para que as Executivas Municipais do partido comuniquem às Executivas Estaduais se pretendem fazer alianças com partidos de fora da base aliada do governo federal nas eleições deste ano.
Para os casos das capitais, das cidades com mais de 200 mil eleitores e das que transmitem horário eleitoral gratuito de televisão, a decisão estadual deve ser comunicada à Executiva Nacional até 16 de maio. Esta, por sua vez, terá até 26 de maio para se reunir e tomar a deliberação final. A resolução da CEN também convocou reunião do Diretório Nacional para 30 de maio, em Brasília.
A convenção do PT mineiro elegeu o deputado estadual Roberto Carvalho como o candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada pelo empresário Márcio Lacerda (PSB), apesar de o presidente do PT nacional, Ricardo Berzoini (SP) ser contrário à aliança, que conta com o apoio do governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), e do prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT). Lacerda é secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, um dos cargos mais próximos ao governador.
Embora o comando nacional da legenda seja contrário à decisão do Diretório Municipal do PT de Belo Horizonte para as eleições de outubro, o presidente estadual do PT em Minas Gerais, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), entra na negociação para colocar panos quentes.
- O nome de Roberto Carvalho foi escolhido por mais de 90% dos presentes. Nós legitimamos a aliança com o PSB. Não há desafio algum à Executiva Nacional (do PT) - disse Lopes a jornalistas, nesta terça-feira.
O dirigente petista, no entanto, preferiu não comentar a intenção de Pimentel de levar a proibição da aliança à Justiça, caso necessário.
- Nada impede que o PSB faça uma aliança informal entre o PT e os tucanos, embora na reunião do diretório, realizada neste domingo, o prefeito insistiu em defender a parceria - disse.
O veto do PT à parceria com o PSDB causou um mal estar no Planalto e o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a sugerir que a decisão da Executiva Nacional deveria ser revista. Berzoini, no entanto, afirma que a decisão contrária aos tucanos foi uma decisão da maioria, em votação na qual 13 dos 15 integrantes da executiva se manifestaram contrariamente à aliança.