Rio de Janeiro, 15 de Abril de 2026

PT quer campanha centralizada e terá dois comitês

Em plena campanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumiu, neste fim de semana, a última palavra na coordenação de sua campanha. Ele quer a contabilidade com o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini, e montar dois comitês de campanha: um em Brasília e outro em São Paulo, onde será a central de distribuição de material do PT para o restante do país. (Leia Mais)

Domingo, 21 de Maio de 2006 às 16:28, por: CdB

Em plena campanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumiu, neste fim de semana, a última palavra na coordenação de sua campanha. Ele quer a contabilidade centralizada em um único responsável, o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini, e dois comitês de campanha: um em Brasília e outro em São Paulo. Estas decisões, segundo os cardeais do partido, vão evitar novos "acidentes de percurso" como foi o valerioduto, além de diminuir os custos de produção da propaganda eleitoral. Segundo afirmou o secretário de finanças do partido, Paulo Ferreira, ficará mais barato estabelecer um comitê em Brasília, para gravar os programas eleitorais a deslocar o presidente até São Paulo.

- Como é uma situação nova, é razoável que o PT pense em um formato de campanha eleitoral que comporte duas estruturas - disse Ferreira a jornalistas neste fim de semana.

Embora a contabilidade fique a cargo de Berzoini, outra novidade decidida por Lula é que a campanha de Lula terá um tesoureiro e o partido, um outro.

- Em todas as campanhas houve uma situação em que a estrutura de finanças do PT se transferia para a estrutura de finanças da campanha eleitoral. O secretário de Finanças do PT acabava sendo o tesoureiro da campanha. Isso acabou. Vamos separar o PT da campanha - disse Ferreira.

O PT também não quer misturar a campanha de Lula com a de candidatos do partido nos Estados. São Paulo é um dos redutos onde há forte resistência da direção do PT em fundir o comitê do presidente com o de Aloízio Mercadante, que disputará o governo estadual. Mercadante, que tenta 'colar' sua imagem à de Lula, trabalha no sentido inverso e diz que conversará com o presidente sobre fundir as coordenações de campanha.

- Na agenda, mobilização, campanha, nós queremos integração total - confirmou Mercadante.

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