Embora a eleição seja somente em outubro, aumenta a pressão do PT paulistano para que a ministra do Turismo, Marta Suplicy, tome uma decisão pela candidatura à prefeitura de São Paulo. Segundo analistas políticos, o presidente Lula tende a passar ao largo desta questão. Para o partido, ela é único nome com chances de vitória e não há, por hora, nenhum outro petista capaz de ocupar a vaga ocupada, hoje, pelo Democratas.. Ainda assim, a ex-prefeita (2001-2004) não tem pressa em sua decisão e diz que se sente confortável no ministério, que assumiu em março do ano passado.
- A ministra está mais ministra do que nunca - disse a jornalistas um assessor próximo na pasta.
Marta disse esta semana que não vai decidir seu futuro político "no afogadilho" até porque ela não considera apenas a disputa pela prefeitura. Tem como foco também a eleição de 2010, quando pode concorrer ao governo paulista.
- Quando ela assumiu o ministério, o horizonte era 2010 - confirma o assessor.
Por isso, a ministra levará em consideração não apenas a opinião dos "martistas" (deputados e prefeitos), mas também algumas hipóteses políticas. Ela deve pesar a possibilidade de perder a prefeitura e seus reflexos nas pretensões ao governo paulista. Se outro petista competir e vencer na capital, será um concorrente ao governo estadual. E, ainda, se a oposição vencer na capital, a ministra terá como obstáculo um prefeito não alinhado.
- Marta não deve esperar a ajuda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nas atuais circunstâncias - disse o assessor.
No Planalto, segundo fonte, considera-se que a autorização de Lula, dita nos corredores, para que ela dispute a prefeitura é apenas um pretexto para que ela não tome uma decisão agora. No entanto, ainda segundo opiniões diversas, ela é mais importante em São Paulo do que em Brasília.