Rio de Janeiro, 20 de Agosto de 2026

PT, PMDB e Planalto garantem saúde política de Benedita

Um acordo entre o PT e o PMDB, patrocinado pelo presidente da Assembléia Legislativa, Jorge Picciani (PMDB), com consentimento do Palácio do Planalto, salvou nesta quarta-feira a ex-governadora e ministra da Assistência Social Benedita da Silva de enfrentar, no plenário da Alerj, a possibilidade de se tornar inelegível. (Leia Mais)

Quarta, 15 de Outubro de 2003 às 18:52, por: CdB

Um acordo entre o PT e o PMDB, patrocinado pelo presidente da Assembléia Legislativa, Jorge Picciani (PMDB), com consentimento do Palácio do Planalto, salvou nesta quarta-feira a ex-governadora e ministra da Assistência Social Benedita da Silva de enfrentar, no plenário da Alerj, a possibilidade de se tornar inelegível.

Por seis votos a um, a Comissão de Orçamento, Finanças e Tributação decidiu não dividir o parecer sobre as contas do governo de 2002, mantendo juntos Benedita e o ex-governador Anthony Garotinho (PMDB), e recomendou aos deputados que aprovem a contabilidade do Estado do ano passado.

A decisão, "amarrando" os dois adversários um ao outro, foi uma derrota de Garotinho, que trabalhou pela divisão das contas para que só a parte dele fosse aprovada. O Tribunal de Contas do Estado rejeitou toda a contabilidade de 2002, apontando rombo de R$ 1,69 bilhão e supostas irregularidades na aplicação de verbas na Saúde, no Fundo de Conservação Ambiental (Fecam) e na Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (Faperj).

Garotinho governou até 5 de abril de 2002. Do dia seguinte até 31 de dezembro, Benedita foi a governadora.

"A experiência histórica da comissão era a de não separar contas", afirmou o líder do PMDB, Paulo Melo, que trabalhou pelo acordo. Embora comande a maioria da Casa em favor da governadora Rosinha Garotinho (PMDB), mulher do ex-governador, Picciani trabalhou contra a separação e pela aprovação das contas dos dois ex-governadores na comissão.

Paulo Melo mantém um canal direto com o governo Lula por intermédio do ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, que é seu interlocutor freqüente na política fluminense. Reservadamente, o governo federal mostrou interesse na aprovação das contas e na "absolvição" de Benedita.

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