Reunião do Diretório Estadual do PT
Faz bem o PT de São Paulo ao iniciar avaliações, consultas e contatos para definir a candidatura do partido para as eleições municipais do ano que vem, principalmente a da Capital paulista, a mais importante do país e por onde sempre passam as eleições de governador e presidente da República.
Nesse debate, já é hora de o PT inovar e buscar um nome novo, como fez nas eleições de 2000 com Marta Suplicy, que venceu a eleição e fez um excelente governo, ainda que desconstruido no imaginário da sociedade pela mídia aliada de José Serra (que, na prática, fez e faz suas campanhas político-eleitorais).
Na minha modesta opinião, o PT da maior cidade do país precisa não apenas apresentar nomes - e novos - mas um diagnóstico da cidade e um programa de metas e políticas públicas para os principais problemas que hoje os paulistanos e os que vivem na cidade enfrentam.
Um programa para a Prefeitura à altura do Brasil de hoje
Um programa e um plano de metas que precisam contemplar o trânsito, os transportes públicos, as obras e políticas de contenção das enchentes e inundações, conter a expansão e retirar moradores das áreas de risco, voltar-se para o combate a poluição, a melhoria da educação, lazer, cultura e o esporte e tratar de uma parceria efetiva - que funcione - da Prefeitura com o SUS para a melhoria da área da saúde.
Que seja um programa com propostas muito específicas para a juventude e para a economia da cidade e que vá, de uma vez e finalmente, além dos problemas que infernizam os cidadãos paulistanos e os moradores da Capital no dia a dia, como a segurança pública, por exemplo.
Nessa discussão das eleições municipais paulistanas do ano que vem, o PT precisa começar desde já a pensar e a construir um programa que repense a cidade para o século XXI e para os jovens que nela vivem e a amam. Um programa à altura do Brasil de hoje.
Foto: César Ogata/PT