O secretário de Finanças licenciado do PT, Delúbio Soares, negou nesta quarta, em depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos Correios, a existência de qualquer pagamento de mesadas a parlamentares da base aliada pelo PT, o chamado "mensalão", conforme apontamento do deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ).
- O PT não orienta compra de votos de nenhum parlamentar para votar com as teses do governo. Cada parlamentar eleito pelo povo brasileiro deve exercer o sue mandato conforme a sua consciência - disse ele.
Soares reafirmou que os empréstimos feitos ao PT pelo empresário Marcos Valério, no valor de cerca de R$ 39 milhões, eram destinados a quitar dívidas de campanhas estaduais do PT e da base aliada, além de organizar as campanhas municipais de 2004. O tesoureiro licenciado afirmou que prestou depoimento ao procurador-geral da República, Luiz Fernando na semana passada, porque decidiu assumir a existência dos recursos não contabilizados de campanha.
- Estamos vendo muitas informações que não condizem com a realidade e resolvi procurar o procurador-geral (da República, Antonio Fernando Souza) para explicar a ele o fato que até então nos não tínhamos assumido. E eu, como fui responsável, me senti na obrigação para não prejudicar pessoas que estão sendo acusadas indevidamente - disse aos parlamentares.
No início do depoimento, Soares falou sobre sua trajetória política, lembrando sua participação na fundação do PT e da Central Única de Trabalhadores (CUT).