Rio de Janeiro, 23 de Setembro de 2026

PT está pronto a desembarcar do governo de Sérgio Cabral Filho

Sábado, 03 de Agosto de 2013 às 12:44, por: CdB
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O governador Sérgio Cabral estava na lista inicial dos convocados para depor na CPMI do Cachoeira
O naufrágio anunciado do governo Sergio Cabral, no Rio de Janeiro, e a consolidação da candidatura do senador Lindbergh Farias (PT) têm levado um número cada vez maior de petistas a defender o desembarque da legenda no Estado e o fim da aliança que sustenta a administração peemedebista na Assembleia Legislativa (Alerj). O assunto repercutiu na coluna do jornalista Ilimar Franco, do diário conservador carioca O Globo, neste sábado. Em nota, intitulada Tchau, Cabral, Franco afirma que "o PT do Rio planeja desembarcar do governo Sérgio Cabral (PMDB)". "Sua Executiva estadual, bancadas e secretários se reúnem para tratar da saída na segunda-feira. A proposta já tem maioria. Para oficializar a decisão , o Diretório Regional ainda ser á convocado. Os secretários petistas vão deixar seus cargos até outubro. A candidatura do senador Lindbergh Farias será reafirmada". Ainda segundo o cronista político, "o PT , que se prepara para desembarcar do governo Sérgio Cabral, é o mesmo que, em 2010, criticou e ameaçou expulsar o deputado Alessandro Molon quando este anunciou que não apoiaria a reeleição do atual governador". Inferno astral Mas as agruras do governador, que tem o apartamento no elegante bairro do Leblon, na Zona Sul do Rio, cercado todas as noites por centenas de manifestantes que pedem a renúncia dele, não terminam com o fim da aliança com o PT. Pressionado pelas confederações nacionais de atletismo e natação, e depois de ouvir críticas de corredores e nadadores famosos; além das manifestações de rua, Cabral anunciou, na véspera, que desistiu de mandar demolir, de uma só vez, os estádios Célio de Barros e Julio Delamare, respectivamente de atletismo e natação. Cabral, na prática, apenas causou mais um embróglio jurídico. Beneficiado por esse documento, o presidente do consórcio Maracanã, Julio Borba, que repreenta o grupo Odebrecht, presidido por Marcelo Odebrecht (90%), IMX, de Eike Batista (5%), e o grupo mutinacional AEG (5%), admitiu a possibilidade de rompimento do contrato. – A gente bolou para que o Complexo do Maracanã fosse um lugar para trazer as famílias. A nossa meta é trazer sempre, o dia inteiro, com atividades para crianças e adultos. Então nós estruturamos um plano de negócio. O Complexo Maracanã é a ideia de transportar o Júlio de Lamare e o Célio de Barros para o outro lado da linha (do trem) para construir naquele local um museu multimídia, um museu interativo, onde a história do futebol fosse passeada – disse Borba. O Consórcio Maracanã ainda se manifestará, oficialmente, nas próximas semanas sobre a interrupção na demolição do estádio de atletismo e do parque aquático. No entanto, o presidente do consórcio, João Borba, admitiu a possibilidade de rompimento de contrato. O estádio passará por reformas, principalmente na pista de corrida e na arquibancada, que custarão cerca de R$ 7,5 milhões ao governo do Estado. A decisão de não demolir mais um equipamento esportivo na zona norte foi divulgada após duas horas de reunião entre Cabral, o secretário de Estado de Esporte e Lazer, André Lazaroni, o presidente da Federação de Atletismo do Rio de Janeiro (Farj), Alberto Lancetta, e João Borba. Para o governador do Rio, o melhor para a sociedade é que a proposta da licitação seja mantida. – As federações e muitos atletas da natação nos solicitaram, apelaram pela permanência do equipamento [estádio]. Do atletismo, a mesma coisa. A sociedade civil, atletas, as instituições responsáveis legalmente, como o Instituto do Patrimônio Histórico e a Justiça do estado a mesma coisa. Esse conjunto de fatores nos levou a abrir o diálogo e discutir o assunto outra vez. Mesmo convencidos de que o melhor seria a proposta da licitação que apresentamos. O atletismo e a natação ganhariam dois grandes equipamentos modernos. Por outro lado, o Maracanã ganharia entretenimento, restaurantes, lojas, como nós temos em vários lugares do mundo – disse. Tombado Segundo Cabral, o governo tinha autorização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para demolir os equipamentos esportivos: – Nós consultamos o Patrimônio Histórico antes de fazer a licitação. Perguntamos: o Célio de Barros é tombado? O Patrimônio Histórico disse: não. O Júlio de Lamare é tombado? O patrimônio histórico disse: não. Apenas o Maracanãzinho é tombado junto com o Maracanã. Então, portanto, quando nós lançamos a licitação havia uma informação oficial do Iphan nos dizendo isso. O presidente da Federação de Atletismo do Rio de Janeiro (Farj), Alberto Lancetta, que apoia a manutenção do Célio de Barros, manifestou a vontade dos atletas sobre a questão. – Ainda nesta sexta-feira eu recebi muitos e-mails do grupo de atletas que está fazendo um camping de treinamento na Rússia pedindo que fortalecesse essa decisão da manutenção do Célio de Barros. Nós tivemos a oportunidade de externar o sentimento de toda a família do atletismo, que era a de manutenção do estádio Célio Barros, por se tratar de um equipamento emblemático do esporte brasileiro – concluiu.
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