Rio de Janeiro, 18 de Março de 2026

PT defende coalizão baseada em programa e sem 'condomínio'

Na primeira reunião após a vitória de seu presidente de honra, Luiz Inácio Lula da Silva, à reeleição para o Palácio do Planalto, o Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) emitiu nota sobre sua posição política para os próximos quatro anos de governo. "Há muito tempo a gente não tinha uma reunião tão produtiva", avaliou o presidente interino da legenda, Marco Aurélio Garcia. "A vitória faz bem". (Leia Mais)

Domingo, 26 de Novembro de 2006 às 10:05, por: CdB

Na primeira reunião após a vitória de seu presidente de honra, Luiz Inácio Lula da Silva, à reeleição para o Palácio do Planalto, o Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) emitiu nota sobre sua posição política para os próximos quatro anos de governo. "Há muito tempo a gente não tinha uma reunião tão produtiva", avaliou o presidente interino da legenda, Marco Aurélio Garcia. "A vitória faz bem".

No texto, o órgão máximo de direção do PT defende a formação de um "governo de coalizão" no segundo mandato de Lula - como haviam defendido o próprio presidente e os petistas Garcia e Tarso Genro, ministro das Relações Institucionais.

No espírito da "coalizão", a nota começa agradecendo o apoio de "dirigentes e filiados" de partidos que não defenderam oficialmente a reeleição de Lula: PMDB, PDT, PV, PP, PL, PPS, PTB e PSOL.

A nota defende "um Governo de Coalizão programática, expresso na reunião das forças que construíram o caminho da vitória". Para a coalizão, são chamados "todos aqueles que estejam de acordo com o programa de transformações econômicas, sociais e políticas defendido durante a campanha eleitoral".

O texto petista destaca que a idéia não é apenas lotear cargos no Poder Executivo. "O Governo de Coalizão não é um condomínio baseado na distribuição fisiológica de cargos".

Dentro da coalizão, o PT pretende buscar uma aliança mais sólida com o que chama de " forças de esquerda que apóiam o governo": o Partido Socialista Brasileiro (PSB) e o Partido Comunista do Brasil (PCdoB).

A nota também defende a criação de um conselho político "composto por todos os partidos da base do governo, reproduzindo a experiência exitosa da campanha eleitoral".

No programa conjunto do governo de coalizão, a nota do PT defende uma pauta que inclua "crescimento sustentável de nossa economia", "expansão das políticas sociais", "reforma político-institucional que assegure uma maior participação do povo na vida política do país" e a "democratização da comunicação social".

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