O PT expulsou os quatro radicais mas continuará com o dilema: ser governo e conviver pacificamente com os rebeldes. Mas o comando partidário adverte aos cerca de 30 parlamentares de esquerda que, daqui para frente, não vai tolerar dissidências e quem cometer infrações será punido.
Segundo o secretário de Organização do partido, Sílvio Pereira, "se algumas tendências não mudarem sua prática e discurso irão para o caminho do confronto".
Apesar de os dirigentes pretenderem agora unificar o discurso para ter coesão na sustentação política do governo, a expectativa é de que os embates vão se repetir já no próximo ano, quando estarão em pauta assuntos polêmicos como a autonomia do Banco Central e reformas trabalhista e sindical. São pontos que não unem as várias tendências dentro do partido.
Na avaliação do presidente do partido, José Genoino, todos as correntes do PT terão espaço para o debate, mas serão obrigados a seguir a orientação partidária no voto. "O PT sai deste episódio reafirmando a condição de partido pluralista mas de unidade de ação", disse.
O secretário-geral do PT, deputado Jorge Bittar (PT-RJ), acha que a expulsão dos radicais não desgastará o partido nem significa uma guinada para o centro e o afastamento da esquerda.
- O PT fica como está, nem menos nem mais de esquerda. Acho que o partido saiu fortalecido, pois foi uma decisão de dois terços do diretório nacional - disse.
PT adverte os outros rebeldes após expulsão
Domingo, 14 de Dezembro de 2003 às 20:36, por: CdB