Rio de Janeiro, 30 de Agosto de 2026

PSOL pedirá investigação de quebra de decoro parlamentar de Cunha

O PSOL irá protocolar no Conselho de Ética da Câmara um pedido de investigação da suposta quebra de decoro parlamentar de Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Quinta, 08 de Outubro de 2015 às 10:50, por: CdB
Por Redação, com Agências de Notícias - de Brasília: Os parlamentares do PSOL irão protocolar no Conselho de Ética da Câmara um pedido de investigação da suposta quebra de decoro parlamentar do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O peemedebista já foi citado em delações da Operação Lava Jato e em investigações conduzidas pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
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O presidente da Câmara já foi citado em delações da Operação Lava Jato
De acordo com o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), líder da bancada do Psol na Câmara, o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, confirmou a existência de contas secretas de Cunha e de beneficiários na Suíça. Na quarta-feira, Alencar fez parte do grupo de deputados que pedem à cassação de Cunha na Corregedoria da Casa. O documento da primeira representação formal protocolada contra Eduardo Cunha contou com 29 assinaturas de parlamentares de diferentes legendas. Subscreveram o documento, entregue na quarta-feira, à Corregedoria da Câmara, os deputados Henrique Fontana (PT-RS), Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), Júlio Delgado (PSB-MG), Miro Teixeira (RJ), Alessandro Molon (RJ), Eliziane Gama (MA) e João Derly (RS), vinculados à Rede Sustentabilidade, além de Chico Alencar (RJ), Ivan Valente (SP), Jean Willys (RJ), Edimilson Rodrigues (PA) e Glauber Braga (RJ), do PSOL . Na representação, a justificativa dos parlamentares é que Cunha negou ter contas além das que constam da prestação de dados à Justiça Eleitoral. Lembraram que a PGR divulgou dados enviados pelo Ministério Público da Suíça, informando que existem contas bancárias em nome dele e de parentes naquele país. Com a informação, Cunha passará a ser investigado no Brasil por suspeita dos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção e suposto recebimento de propina na Operação Lava Jato. No fim de agosto, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou denúncia ao Supremo Tribunal Federal afirmando que o presidente da Câmara recebeu US$ 5 milhões para garantir um contrato de dois navios-sonda pela Petrobras com o estaleiro Samsung Heavy Industries em 2006 e 2007. O negócio foi formalizado sem licitação e ocorreu por intermediação do empresário Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, preso em Curitiba. Na quarta-feira, Cunha afirmou que “não há a menor possibilidade de renunciar, [de pedir] licença ou qualquer coisa do gênero”. Banco Julius Baer O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), possui US$ 2,4 milhões (R$ 9,3 milhões) aplicados em fundos de investimentos. É o que informa o banco Julius Baer às autoridades suíças. O dinheiro está bloqueado. O dinheiro não aparece no imposto de renda do peemedebista, que nega ter contas no exterior. As informações das contas foram enviadas à Procuradoria-Geral da República no final da tarde desta quarta-feira, por malote diplomático, evitando o caminho habitual de cooperação.
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