O PSDB quer impedir a entrada da Venezuela no Mercosul devido às críticas do presidente Hugo Chávez ao parlamento brasileiro, disse em nota nesta sexta-feira o líder do partido no Senado, Arthur Virgílio (AM).
"A depender do PSDB, a Venezuela de Chávez não terá o ingresso aprovado. Há, para isso, razões legais, políticas, econômicas e éticas", disse Virgílio na nota.
"Em marcha batida rumo a um regime ditatorial, o governo de Chávez não preenche o requisito da cláusula democrática do Tratado do Mercosul... E este não pode servir de palco para as diatribes de Chávez contra os Estados Unidos, que devem ser vistos como importante parceiro econômico", afirma o texto.
Na quinta-feira, Chávez acusou o Congresso brasileiro de atrasar a entrada do país na união aduaneira composta por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai por "submissão aos interesses dos Estados Unidos".
No encontro de Chávez com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na quinta-feira em Manaus, o mandatário brasileiro disse que o Palácio do Planalto está trabalhando para obter a aprovação da adesão da Venezuela ao Mercosul e o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou que esse processo deve ser concluído até dezembro.
Em meados de junho, Chávez criticou o Senado brasileiro por aprovar um requerimento pedindo a devolução da concessão do canal RCTV, que não foi renovada. Chávez revidou dizendo que o Senado brasileiro era "como um papagaio" do Congresso norte-americano.
Um mês depois, o presidente venezuelano afirmou que dava prazo de três meses para o Mercosul admitir o seu país na união aduaneira, o que foi rechaçado por críticos nos quatro países que compõem o bloco.