O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio Neto (AM), em uma avaliação sobre o governo Lula, disse que o governo federal não tem o que comemorar.
- Podem fazer um registro para a história. Comemoração, não. Eles não são sadomasoquistas, não sofrem desta distorção psicanalítica - afirmou o líder, que falou à imprensa ao lado do senador Sérgio Guerra (PSDB-PE).
Arthur Virgílio afirmou que o governo não cumpriu promessas de campanha. Citou o crescimento negativo da economia no ano passado - quando o cenário de grande liquidez internacional possibilitaria ao governo "um resultado brilhante" -, lamentou o crescimento de mais de cinco pontos percentuais na carga tributária e lastimou o crescimento recorde da taxa de desemprego no país.
Os senadores do PSDB criticaram veementemente o que chamaram de aparelhamento do Estado e do orçamento da União. Arthur Virgílio disse que mais de 15 mil cargos foram dados a militantes do PT e partidos aliados, inclusive "cargos que nunca antes foram parcelados entre partidos políticos".
Ele sugeriu que, com a piora dos serviços públicos, a população peça na Justiça ressarcimento dos impostos pagos. E também criticou o fato de os cargos enriquecerem o PT, que cobra um percentual dos ganhos auferidos em cargos públicos por seus militantes.
Arthur Virgílio chamou de "corrupção" a utilização do orçamento com fins políticos, apontando que o governo libera recursos pleiteados por aliados em detrimento dos solicitados por oposicionistas. Sérgio Guerra disse ter informações confiáveis de que recursos destinados a municípios da região metropolitana do Recife foram drenados para a capital, onde o prefeito
João Paulo é candidato à reeleição. Arthur Virgílio afirmou que somente não pedirá agora uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) porque o semestre legislativo está acabando.