Para dar uma dimensão do desafio que aguarda o PSD e seu fundador, o prefeito Gilberto Kassab, na eleição de 2012, o deputado Gabriel Chalita (PSB em trânsito para o PMDB), por exemplo, se elegeu deputado federal em 2010 com 485.629 (2,71% do total da Capital).
Na eleição de 2012 ele vem com chances de passar dos 15% de votos da Capital - votos que, como sabemos, não dá em árvore, precisam ser conquistados. Já o PSB (de onde saíram para o PMDB Chalita e Paulo Skaf, conforme a nota acima) governista por nascimento, ou melhor, aliado do tucanato no Estado, declina.
Está dividido e sua principal liderança à esquerda, a deputada Luiza Erundina (SP) não aceita a submissão da legenda ao PSDB. Declina a olhos vistos e agora perde Skaf e Chalita. Os outros partidos ainda estão aí para se definir.
A tendência de cada um
O PDT e o PC do B vão por um lado, o PP do deputado Paulo Maluf (SP) parece que aderiu ao tucanato - quem diria! - e o PTB paulista é um velho aliado do governador tucano Geraldo Alckmin, e de todos os governos tucanos que ocuparam o Estado nos últimos 30 anos.
O DEM, na prática, desapareceu. O PR está aliado ao PT. Fora o fato que o PMDB, PDT e PC do B têm tudo para junto com o PT vencer as eleições paulistanas no 2º turno. O PT tem vários pré-candidatos - a senadora Marta Suplicy, os ministros de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, Educação, Fernando Haddad e da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, fora três ou quatro deputados federais que estão na fila.
É uma situação oposta a do PSDB que para a eleição paulistana do ano que vem só tem José Serra, ou o outro José deles, o secretário de Estado, José Aníbal. Os tucanos podem, ainda, contar com outro Secretário de Estado, Bruno Covas, e tentar encaixá-lo nessa disputa como novidade.
Calma prefeito, ainda tem muita articulação
OK, mas o fato é que ainda vamos andar muito de metrô de Higienópolis até o Pacaembu, ou para onde os srs. tucanos decidirem colocar a futura estação Angélica/Sergipe, rejeitada, e que eles, agora, não sabem onde por.
O fato é que a de 2012, em São Paulo - que, aliás, puxa e marca o pleito municipal no Brasil - vai ser uma eleição e tanto.
Rio de Janeiro, 31 de Agosto de 2026
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