Eram quatro, cinco seis, dez, centenas de heróis contra o Terrorismo e o Genocídio de Estado, que seguem lutando. Milhares pelo Brasil afora. Milhões na história do Brasil. A memória de três rostos específicos e queridos fez com que cometesse pequena injustiça, a pressa deixando o raciocínio para trás; o levante do Movimento Indígena Autônomo contra o Genocídio e o Terrorismo de Estado, expresso na luta do Acampamento Indígena Revolucionário (AIR), enfrentando altivamente os Três Poderes em plena Esplanada dos Ministérios diante de cinco operações policiais desproporcionais de desocupação e uma de intimidação - "comparável à resistência em Canudos", como disse um dos mais importantes antropólogos brasileiros - foi e é o maior acontecimento político desde as Guerras do Alto Alegre, dos Aimorés, dos Tamoios e dos Potiguares, entre outras lutas; as etnias se levantando corajosamente contra a ação destrutiva do Estado e da Iniciativa Privada contra Direitos, Patrimônio, Territórios, entre outras lesões perfeitamente legais e "republicanas" (outrora, perfeitamente legais e imperiais). Comentários posteriores me obrigam a lembrar que nenhum movimento pode ser avaliado por ações de militante individual, assim como, nenhuma etnia ou família por ações de indivíduo (nem as minhas, de karaiw). E que a luta ainda é grande, não se pode esmorecer. O Código Florestal está no Senado. E o decreto na mão de todos e de ninguém. Com calor das paixões que fazem o Sarney adiar a votação dá para acender o charuto para o Pajé fumar. E é isso. Email:: etniakaraiw@gmail.co Por etnia karaiw / fora o pcdob 26/05/2011 às 20:56