Houve concordância geral entre os jogadores e comissão técnica da seleção brasileira: ganhar um título em cima da Argentina, e depois das provocações, não tem preço. Muitos dos jogadores deram um tom de "cala-boca" à sétima conquista continental da seleção. Após fazer 2 x 1 o time de Marcelo Bielas passou a tentar driblar os brasileiros em excesso.
Depois do empate brasileiro, aos 47 minutos, alguns atletas do time de Parreira responderam aquelas provocações, o que quase causou briga generalizada antes da cobrança das penalidades.
- Não tem coisa melhor do que ser campeão e deixar eles chorando. Não tem coisa melhor, para mim foi o presente do ano - disse o meia Dudu Cearense que se sentiu vingado da derrota sofrida para os argentinos no Pré-olímpico do início deste ano.
O jogador do Kashiwa Rehysol foi um dos que partiram para cima dos argentino após o apito final do árbitro paraguaio Carlos Amarilla.
- Eu fui para cima do Tevez porque ele quis fazer gracinha e acabar o jogo com palhaçada. Não é assim - disse o jogador.
- Quando nós fizemos o segundo gol eu vibrei como se já tivéssemos sido campeões. Estava escrito por Deus - disse. Segundo o meia, se os argentinos não tivessem tentado menosprezar a equipe brasileira eles poderiam sair do Estádio Nacional com a taça de campeão.
Outro que se estranhou com Tevez foi o meia Edu.
- Eu falei para eles: 'faz gracinha agora que nós empatamos' - disse o jogador.
- Falei para eles, 'quando vocês tomaram de três no Brasil (pelas Eliminatórias da Copa de 2006) nós poderíamos ter dado o maior "totó" em vocês, porque já estava 3 (3 x 1), o jogo já estava ganho e poderíamos passar o pé em cima da bola, fazer de tudo e não fizemos isso'. Eles ganhando por 2 x 1 começaram a fazer isso e pagaram. É justiça.
Mais calmo, o capitão Alex deu a visão de quem estava fora de campo, já que foi substituído após sofrer entorse no tornozelo ao cair de mal jeito em uma tentativa de cabeceio.
- Vindo deles realmente não se poderia esperar outra coisa - disse ele.
- Para prender a bola existem outras maneiras e quem joga futebol sabe disso - afirmou o jogador sobre as alegações de que as firulas argentinas tinham o objetivo de fazer o cronômetro correr.
- Realmente existiu menosprezo antes, durante e até no final, quando eles fizeram 2 x 1. Fico mais satisfeito ainda pela forma que aconteceu. Um gol aos 90 e nas penalidades depois.
Alvo das provocações adversárias, o atacante Luís Fabiano foi um dos que comemorou o "cala-boca" nos comandados de Bielsa.
- É maravilhoso ganhar contra a Argentina.
O atleta do São Paulo disse ainda que não fugiria da raia caso fosse necessária um outro tipo de disputa contra os argentinos.
- Se eles quisessem briga, a gente estava disposto a brigar também.
Aos 19 anos, o meia Diego resolveu deixar um ensinamento para o time de Bielsa, o mesmo que vem disputando as Eliminatórias.
- Independentemente de quanto está o jogo você tem que respeitar o adversário - afirmou o jogador.
- Não foi o que aconteceu e isso foi mais um incentivo para nós.
Para a maioria dos jogadores a final da Copa América deixou só alegrias. Para o zagueiro Luizão, além disso, a partida deixou uma pequena fratura em um osso do lado esquerdo da face, constatada em exames realizados em uma clínica de Lima. Autor do primeiro gol da seleção na partida, o atleta do Benfica sofreu a lesão após dividida pelo alto com o zagueiro argentino Ayala.
- O Luiz fez alguns exames que constataram uma pequena fratura no lado esquerdo do rosto - disse o médico Rodrigo Lasmar que ficou no estádio com a seleção enquanto seu colega Adilson Camargo acompanhava o jogador no hospital.
- Quando ele chegar ao Brasil continuará sendo avaliado e será examinado por um especialista - afirmou Lasmar, acrescentando que a expectativa é de que o atleta embarque na tarde d