Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Provas sobre abusos contra presos iraquianos são mantidas em segredo

Segunda, 10 de Janeiro de 2005 às 06:40, por: CdB

As provas apresentadas em cortes marciais sobre supostos abusos contra presos iraquianos por parte de soldados britânicos podem ser mantidas em segredo até depois das eleições no Iraque, afirma nesta segunda-feira o jornal <i>The Guardian</i>.

A medida, segundo o jornal, responde ao temor de que a divulgação das evidências possa colocar em perigo a segurança das tropas britânicas no país árabe.

Os casos contra quatro membros do Real Regimento de Fuzileiros, acusados de torturar os reclusos e abusar sexualmente deles, começam hoje em um tribunal militar britânico na Alemanha.

Segundo fontes de Defesa citadas pelo jornal, a divulgação dos abusos pode ser motivo de ataques contra os soldados no Iraque com vistas às eleições do fim deste mês.

Aparentemente, segundo o jornal, os soldados despiram e humilharam os presos e tiraram fotografias deles em um depósito nos arredores de Basra (sul do Iraque) depois da guerra.

A primeira corte marcial ocorrerá hoje em Hohne, no noroeste da Alemanha, e corresponde ao caso de Gary Bartlam, fuzileiro de 19 anos que fotografou os supostos abusos.

A segunda, acrescenta o <i>The Guardian</i>, começará na próxima quarta-feira em Osnabruck e diz respeito a três soldados, Daniel Kenyon, Mark Cooley e Darren Larkin, aparentemente envolvidos no mesmo incidente.

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