As provas apresentadas em cortes marciais sobre supostos abusos contra presos iraquianos por parte de soldados britânicos podem ser mantidas em segredo até depois das eleições no Iraque, afirma nesta segunda-feira o jornal <i>The Guardian</i>.
A medida, segundo o jornal, responde ao temor de que a divulgação das evidências possa colocar em perigo a segurança das tropas britânicas no país árabe.
Os casos contra quatro membros do Real Regimento de Fuzileiros, acusados de torturar os reclusos e abusar sexualmente deles, começam hoje em um tribunal militar britânico na Alemanha.
Segundo fontes de Defesa citadas pelo jornal, a divulgação dos abusos pode ser motivo de ataques contra os soldados no Iraque com vistas às eleições do fim deste mês.
Aparentemente, segundo o jornal, os soldados despiram e humilharam os presos e tiraram fotografias deles em um depósito nos arredores de Basra (sul do Iraque) depois da guerra.
A primeira corte marcial ocorrerá hoje em Hohne, no noroeste da Alemanha, e corresponde ao caso de Gary Bartlam, fuzileiro de 19 anos que fotografou os supostos abusos.
A segunda, acrescenta o <i>The Guardian</i>, começará na próxima quarta-feira em Osnabruck e diz respeito a três soldados, Daniel Kenyon, Mark Cooley e Darren Larkin, aparentemente envolvidos no mesmo incidente.
Provas sobre abusos contra presos iraquianos são mantidas em segredo
Segunda, 10 de Janeiro de 2005 às 06:40, por: CdB