Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026

Protógenes vai apelar de decisão judicial que o acusa de fraude

Terça, 28 de Julho de 2009 às 09:21, por: CdB

Os advogados do delegado federal Protógenes Queiroz vão apelar da decisão tomada pela 7ª Vara Criminal Federal em São Paulo, que negou um pedido feito pelo Ministério Público Federal (MPF) e manteve o recebimento da denúncia contra o delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz e contra o agente Amadeu Ranieri, acusados de violação de sigilo funcional e de fraude processual durante as investigações iniciais da Operação Satiagraha.

O Ministério Público havia solicitado o anulamento do recebimento da denúncia alegando que Protógenes Queiroz e Amadeu Ranieri não foram notificados previamente. Mas segundo o juiz federal Ali Mazloum, titular da 7ª Vara , quatro cartas precatórias foram expedidas tentando fazer a citação dos acusados, sem sucesso.

“As diligências, até o momento, foram infrutíferas, a despeito de um dos réus (o delegado Queiroz), como é público e notório, estar viajando o país com palestras e apresentações públicas, ladeado por membros do próprio MPF, fato que constitui, no mínimo, rematada extravagância”, disse o juiz em sua sentença.

De acordo com a denúncia apresentada pelo MPF, o primeiro vazamento de informação teria ocorrido quando o delegado convidou um produtor da Rede Globo para fazer a gravação em vídeo de um dos encontros ocorridos, em São Paulo, durante ação controlada judicialmente.

Na ação, foram registradas as ofertas de suborno de dois emissários do banqueiro Daniel Dantas - o ex-presidente da Brasil Telecom Humberto Braz e o professor Hugo Chicaroni - a um delegado da Polícia Federal, que atuava no caso. Pela tentativa de suborno, Dantas e os dois emissários foram condenados em primeira instância pelo juiz Fausto De Sanctis.

O segundo vazamento estaria relacionado ao fato do delegado Protógenes ter feito contatos com um jornalista da Rede Globo durante as investigações e tê-lo informado, com antecedência, sobre o momento da prisão do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta. Na imagem que a emissora mostrou, Pitta foi preso de pijamas o que teria resultado, na visão dos procuradores, em “dano à imagem” do investigado.

A fraude processual alegada no processo teria ocorrido no tratamento dado pela Polícia Federal à fita das imagens, que teriam sido editadas com a supressão dos trechos em que os produtores e cinegrafistas da emissora apareciam na gravação.

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