Rio de Janeiro, 04 de Outubro de 2026

Protógenes depõe à CPI do <i>Grampo</i> protegido por </i>habeas corpus</i>

Quarta, 08 de Abril de 2009 às 07:46, por: CdB

O delegado Protógenes de Queiroz chegou para depor na CPI das Escutas Telefônicas, a CPI do Grampo, Clandestinas da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira, protegido por um habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal, para que possa não responder às questões dos parlamentares e não ser preso por isso. O policial federal comandou a Operação Satiagraha, que descobriu o envolvimento do banqueiro Daniel Dantas em uma série de ilícitos penais.

A atuação de Protógenes está sendo questionada. O delegado teria recorrido a métodos ilegais para investigar negócios excusos de Dantas, como quebra de sigilo telefônico sem autorização judicial. O habeas corpus foi concedido pelo ministro Carlos Alberto Menezes Direito, o que isentou Protógenes de assinar termo de compromisso como testemunha.

Versões diferentes

O presidente da CPI, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), disse nesta quarta-feira que Protógenes já deu quatro ou cinco depoimentos com versões diferentes sobre a sua atuação e a participação do juiz Faust De Sanctis e do Mininstério Público, na Satiagraha.

– Ora ele diz que o juiz sabia da participação da Agênica Brasileira de Inteligência (Abin) e o Ministério Público também. Ora ele diz que o Ministério Público e o juiz não sabiam. Ele também tem que esclarecer é a questão em que ele diz que o doutor Paulo Lacerda disse a ele que era uma missão presidencial. Se o delegado (Protógenes) não deseja ser indiciado, ele não pode vir aqui e faltar com a verdade – disse Itagiba.

Sobre o depoimento do delegado Renato Porciúncula, na véspera, na CPI,  Marcelo Itagiba disse que o policial não convenceu.

– Para quem foi diretor de Inteligência da Polícia Federal ou exerceu essa função e assessorou o delegado Paulo Lacerda na Agência Brasileira de Inteligência (Abin), me parece que ele conhece muito menos do que deveria ter conhecido – disse.

O presidente da CPI dos grampos disse, ainda, que pessoalmente não concorda e não aceita a justificativa do delegado Paulo Lacerda para não comparecer ao depoimento na CPI, no próximo dia 15. Hoje, Lacerda, que está em Portugal, encaminhou carta à CPI pedindo para não comparecer ao depoimento e se oferecendo para prestar os esclarecimentos por carta rogatória.

– Acho que é importante que o delegado Paulo Lacerda possa ter a oportunidade de vir à CPI e dizer a verdade. Temos questões que precisam ser confirmadas, melhor aprofundadas e se ele não vier, estará se furtando a prestar o seu depoimento – afirmou.

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