O Protocolo de Kioto entrou, nesta quarta-feira, em vigor em um clima de prudente otimismo ao estabelecer as primeiras medidas concretas para lutar contra a mudança climática do planeta, mas com a marcada ausência dos EUA, o maior contaminante.
Sete anos e quase dois meses após ser assinado, o chamado Convênio Marco das Nações Unidas sobre a Mudança Climática, mais conhecido como Protocolo de Kioto, tomou valor jurídico para os 141 países que o ratificaram.
Seu objetivo é reduzir entre 2008 e 2012, uma média de 5,2% as emissões da atmosfera dos seis gases que provocam o efeito estufa: dióxido de carbono, metano, óxido nitroso, hidrofluocarbono, perfluorocarbono e o hexafluorocarbono de enxofre.
O otimismo no momento da assinatura ficou rebaixado pelas retiradas de EUA, China e Índia, três das nações mais contaminantes do mundo.
Os EUA assinaram o Protocolo, mas decidiram não ratificá-lo em 2001 pelos supostos danos que seu cumprimento acarretaria à economia do país.
A Casa Branca também se mostra contrária aos países em desenvolvimento não terem que diminuir as emissões de gases.
Assim a entrada em vigor foi adidada durante anos desonrada em negociações intermináveis e ratificações até que a Rússia decidiu em novembro passado dar o empurrão definitivo ao protocolo com sua aprovação.
Para que o pacto se tornasse juridicamente obrigatório era necessário que os países causadores de 55% das emissões de dióxido de carbono o ratificassem.
Kioto realizará esta tarde uma cerimônia para celebrar o lançamento do protocolo no mesmo centro de conferências onde em 11 de dezembro de 1997 mais de uma centena de países deram sua autorização para a luta contra a mudança climática.
Protocolo de Kioto entra em vigor com ausência dos EUA
Quarta, 16 de Fevereiro de 2005 às 04:08, por: CdB