Um desentendimento entre artistas de rua e autoridades chinesas tentando afastá-los provocou um confronto no sul da China no fim de semana e envolveu mais de 1.000 pessoas, disseram autoridades e uma rede dos EUA. No norte do país, dois policiais foram mortos quando 200 trabalhadores da construção tentavam conseguir libertar colegas detidos.
Os dois incidentes, a 2.000 km de distância, são os mais recentes de uma série de manifestações e protestos violentos na China contra o que se percebe como abusos de poder por policiais e burocratas.
Uma diferença cada vez maior entre ricos e pobres e forte corrupção também provocam um crescente número de manifestações por parte dos excluídos - algo que, segundo analistas, preocupa a liderança do Partido Comunista.
- As pessoas de nível mais baixo...perderam completamente a esperança no futuro, então tomam medidas assim para proteger seus direitos. Elas tentaram todos os outros métodos - afirmou o autor Yu Jie.
A imprensa chinesa é proibida de noticiar a maior parte das manifestações e, de acordo com Yu, a mídia estrangeira provavelmente só fica sabendo de menos de 10 por cento do total de incidentes no país.
Apesar de controles estatais rígidos, mais de três milhões de pessoas realizaram cerca de 58 mil protestos na China no ano passado, um aumento de 15% em relação ao ano anterior, disse a revista do Partido Comunista, a Outlook.