Protestos levam Temer a recuar na extinção do Ministério da Cultura
O titular da pasta será Marcelo Calero, anunciado para aquela que seria a pasta feminina do governo integrado por homens brancos, ricos e de extrema direita
O titular da pasta será Marcelo Calero, anunciado para aquela que seria a pasta feminina do governo integrado por homens brancos, ricos e de extrema direita
Por Redação - de Brasília e Rio de Janeiro
A pressão das ruas e da sociedade tem levado o governo do presidente de facto, Michel Temer, a recuar, dia após dia — nos nove em que permanece no cargo —, em questões diversas que saltam desde a construção de moradia popular até a extinção do Ministério da Cultura (MinC). Este último sequer chegou a ser transformado em secretaria, para a qual cinco mulheres se negaram a dirigir, e voltará ao status que merecia nos governos anteriores de Fernando Henrique Cardoso (FHC), Luiz Inácio Lula da Silva e no atual, de Dilma Rousseff.
Caetano fortaleceu a luta contra a extinção do MinC, com um show na noite passada
O titular da pasta será Marcelo Calero, anunciado na última quarta-feira para aquela que seria a pasta feminina do governo integrado por homens brancos, ricos e de extrema direita. Calero encontra, sobre sua mesa, relatórios sobre as 18 unidades do Ministério ocupadas, em todo o país.
Trincheira da cultura
No Rio de Janeiro, a ocupação se transformou em uma trincheira contra o golpe de Estado, em curso, guarnecida por artistas de peso, como Caetano Veloso e Erasmo Carlos, que fizeram um show na noite passada, no Palácio Gustavo Capanema, Centro da Cidade. Marieta Severo e outros representantes deste segmento da sociedade brasileira também integram o protesto contra a extinção do MinC e o rompimento com a democracia nas instituições nacionais. Outros manifestos contra a permanência de Temer no Palácio do Planalto ocorreram, nas últimas horas, em Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio, Brasília, Recife, Florianópolis, Macapá e Belo Horizonte.
Na noite passada, a atriz Marieta Severo afirmou, no ato em defesa do Ministério da Cultura, que o governo do presidente interino Michel Temer é "ilegítimo".
— Não coloquem a cultura em uma posição contrária à saúde e à educação. O que nós queremos é construir um país junto com a saúde, junto com a educação, mas dentro de um governo legítimo. Não queremos isso em um governo ilegítimo. Nós não reconhecemos esse governo — disse Severo, em entrevista à página do Circuito Universitário de Cultura e Arte (Cuca) da União Nacional dos Estudante (UNE).
Assista ao vídeo:
Tags:
Relacionados
Edições digital e impressa
Utilizamos cookies e outras tecnologias. Ao continuar navegando você concorda com nossa política de privacidade.