Rio de Janeiro, 05 de Novembro de 2026

Protestos levam COI a discutir redução no trajeto da tocha

Comitê Organizador dos Jogos de Pequim havia dito que nada impediria continuidade.

Terça, 08 de Abril de 2008 às 06:41, por: CdB

O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou nesta terça-feira que vai discutir a possibilidade de encurtar o trajeto internacional do revezamento da tocha olímpica para os Jogos Olímpicos de Pequim. A decisão foi tomada após os fortes protestos contra a repressão chinesa no Tibet que acompanharam a passagem da tocha olímpica por Londres e Paris nos últimos dias.

O presidente do COI, Jacques Rogge, disse que a questão será discutida pelo comitê executivo da organização na sexta-feira.

O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Pequim havia afirmado, também nesta terça-feira, que nada impediria a continuidade do revezamento da tocha olímpica. Força nenhuma vai impedir o revezamento da tocha dos Jogos de Pequim, disse o porta-voz do comitê chinês, Sun Weide.

Estados Unidos

Depois de passar por Paris, na segunda-feira, a tocha olímpica embarcou rumo aos Estados Unidos, onde deve chegar na quarta-feira, na cidade de São Francisco.

Os protestos pró-Tibet já começaram a ser realizados na cidade antes mesmo da chegada da chama. Sete manifestantes foram presos na noite desta segunda-feira, depois de prender cartazes com dizeres pró-Tibet, além de uma bandeira tibetana, nos cabos da Golden Gate, a famosa ponte suspensa de São Francisco.

Boicote norte-americano

Também nesta segunda-feira, a pré-candidata democrata à Presidência Hillary Clinton pediu que o presidente americano, George W. Bush, boicote a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, em Pequim.

A chama olímpica foi acesa em Olímpia, na Grécia, no dia 24 de março, em uma cerimônia também marcada por protestos de ativistas pró-Tibet.

A tocha deverá passar por um total 20 países até chegar a Pequim, no dia 8 de agosto, durante a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos.

Os protestos que acompanham o trajeto da tocha olímpica foram provocados pela repressão chinesa a manifestações no Tibet, iniciadas em março. Segundo grupos de tibetanos no exílio, as forças de segurança chinesas teriam matado dezenas de manifestantes durante os protestos contra a dominação chinesa, que começaram no Tibet e se espalharam por várias regiões da China.

O governo chinês, no entanto, afirma que o número de mortos nos protestos foi de 19 pessoas. A TV estatal da China afirmou que os manifestantes que interromperam a passagem da tocha olímpica por Londres e Paris eram um punhado de separatistas tibetanos.

Tags:
Edições digital e impressa