Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Protestos forçam Richa a recuar no "pacotaço"

Após a manifestação que reuniu cerca de 8 mil professores estaduais do Paraná, o governador Beto Richa decidiu não votar o chamado "pacotaço".

Sexta, 13 de Fevereiro de 2015 às 11:47, por: CdB
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Beto Richa opta provisoriamente por não votar conjunto de pacotes
Após a manifestação que reuniu cerca de 8 mil professores estaduais, na quinta-feira, na Assembleia Legislativa do Paraná, o governador Beto Richa decidiu, provisoriamente, não votar o chamado "pacotaço" e classificou a manifestação como absurda. Em nota, Richa disse que  "o tumulto foi provocado por um grupo de baderneiros infiltrado no movimento dos professores”. - O que aconteceu foi uma manifestação absurda e violenta, que atenta contra a democracia, a liberdade de expressão e o Estado de direito - disse o governador. A Assembleia Legislativa do Paraná informou que ficará fechada a partir desta sexta-feira até quarta-feira de cinzas para "levantar os prejuízos e reparar os danos da invasão" de manifestantes. Na quinta-feira, os manifestantes protestaram contra a votação do chamado ‘pacotaço’. A manifestação aconteceu em frente à Assembleia Legislativa do Estado, na capital Curitiba.De acordo com a Polícia Militar, os manifestantes tentaram invadir a sala da presidência da casa, que exigiu a interversão da PM para a proteção do patrimônio. Durante a ação, policiais usaram munição de baixa letalidad, mas quatro manifestantes e cinco policiais ficaram feridos. Os manifestantes ocuparam o plenário após os deputados aprovarem um requerimento que institui uma comissão para acelerar a votação dos projetos de lei. A sessão foi suspensa e retomada na tarde de quarta-feira no restaurante da Casa, que foi transformado em plenário, mas as medidas não foram votadas. A Procuradoria-Geral do Estado do Paraná conseguiu, na madrugada de quarta-feira, mandado de reintegração de posse para que os manifestantes desocupem o prédio da Assembleia. A multa em caso de descumprimento é de R$ 10 mil por hora. Um oficial de Justiça levou o mandado aos manifestantes. Policiais do Batalhão de Choque estão na entrada do prédio.
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