Rio de Janeiro, 29 de Setembro de 2026

Síria reprime protestos que entram no 5º mês e reúnem multidões

Centenas de milhares de pessoas saíram às ruas de toda a Síria nesta sexta-feira para exigir a renúncia do presidente Bashar al-Assad, segundo testemunhas e ativistas. Os protestos contra o governo são crescentes e chegam ao quinto mês.

Sexta, 15 de Julho de 2011 às 03:06, por: CdB
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Centenas de milhares de pessoas saíram às ruas de toda a Síria nesta sexta-feira para exigir a renúncia do presidente Bashar al-Assad, segundo testemunhas e ativistas. Os protestos contra o governo são crescentes e chegam ao quinto mês. Em Hama, cenário de um massacre militar em 1982, imagens transmitidas ao vivo por moradores mostravam uma enorme multidão na praça Orontos, a principal da cidade. "O povo quer derrubar o regime", gritavam os manifestantes, apesar da presença de tanques nos acessos à cidade. Mortos e feridos Pelo menos cinco pessoas foram mortas em Damasco e Idleb pelas forças de segurança, "que tentavam dispersar manifestações" na manhã desta sexta-feira, afirmou Abdel Karim Rihaoui da Liga dos Direitos Humanos Síria. – Duas pessoas foram mortas no bairro de Qaboune em Damasco e três outras em Idleb por tiros das forças de segurança que dispersavam manifestantes – precisou, citado pela agência francesa de notícias AFP. Centenas de milhares de pessoas manifestaram-se hoje em várias cidades da Síria, designadamente em Deir Ezzor (leste) e Hama (norte), para pedir a libertação dos detidos e a queda do regime, disseram opositores. Reação Pela primeira vez, a cidade de Deir Azzour, uma localidade à beira do deserto ocidental da Síria, assistiu aos enfrentamentos entre cerca de 120 mil manifestantes e policiais leais ao regime de al-Assad. As tropas, segundo afirmou um ativista local, permaneceram do lado de fora do povoado, mas integrantes da polícia secreta síria teriam matado a tiros Amer Zamzam, que integrava a resistência ao governo, e ferido outras sete pessoas. A reação das tropas de al-Assad, liderada por comerciantes que fecharam as portas das lojas na principal rua da cidade, foi ameaçar os donos dos estabelecimentos. – Por que você está fechando as portas? Você está com esses bastardos? – perguntou um integrante das forças de repressão a um comerciante, referindo-se aos manifestantes. Ao perceber que não conseguiriam dispersar a multidão, os policiais passaram a atirar bombas de gás lacrimogêneo.
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