Rio de Janeiro, 28 de Janeiro de 2026

Protestos contra G-8 deixam mil feridos em Rostock

Manifestantes e policiais entraram em choque na cidade alemã de Rostock, nesta segunda-feira, no terceiro dia de protestos contra a cúpula do Grupo dos Oito (G-8). O encontro acontecerá em Heiligendamm, cidade costeira a 25 quilômetros de distância de Rostock, a partir desta terça-feira. (Leia Mais)

Segunda, 04 de Junho de 2007 às 14:38, por: CdB

Manifestantes e policiais entraram em choque na cidade alemã de Rostock, nesta segunda-feira, no terceiro dia de protestos contra a cúpula do Grupo dos Oito (G-8) que acontece em Heiligendamm, cidade costeira a 25 quilômetros de distância.

Cerca de mil manifestantes reuniram-se em frente ao escritório de imigração da cidade para criticar as políticas de asilo adotadas pelos países industrializados do mundo.

Após ter se iniciado de forma pacífica, o protesto acabou dominado por um grupo de ativistas que atirou pedras e garrafas contra policiais, afirmou uma porta-voz da polícia.

Outras manifestações devem acontecer nesta segunda-feira. A polícia monitora um grupo de 2.500 supostos militantes, alguns deles usando máscaras.

A polícia responsabilizou um grupo de militantes conhecido como 'bloco negro' pelo surto de violência ocorrido durante uma manifestação até então pacífica realizada no sábado.

Quase mil pessoas ficaram feridas quando manifestantes atiraram pedras contra policiais e atearam fogo em um carro.

Os organizadores dos protestos e políticos condenaram a violência.

Dezenas de manifestantes montaram barracas nas proximidades de Rostock como parte do programa de uma semana durante o qual devem acontecer manifestações e protestos.

- Sábado foi um desastre. Ficamos horrorizados com o que aconteceu - afirmou Mani Stenner, porta-voz do comitê de organização.

A polícia disse estar preparada para enfrentar novos surtos de violência em Rostock já que as vias de acesso a Heiligendamm não poderão ser percorridas livremente.

O local da cúpula está protegido por uma cerca de 12 quilômetros feita de aço e concreto.

As autoridades querem evitar uma repetição dos violentos choques ocorridos na cúpula do G8 em 2001, em Genebra, quando um manifestante acabou sendo morto pela polícia após vários dias de conflitos de rua.

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