Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Protesto no Rio termina com marcas de vandalismo e violência

O centro do Rio de Janeiro amanheceu nesta terça-feira com lojas depredadas e saqueadas e patrimônio público danificado, depois que dezenas de pessoas aproveitaram a manifestação da noite de segunda-feira para provocar destruição. Uma loja chegou a ser incendiada.

Terça, 18 de Junho de 2013 às 08:15, por: CdB
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O centro do Rio de Janeiro amanheceu nesta terça-feira com lojas depredadas e saqueadas e patrimônio público danificado
O centro do Rio de Janeiro amanheceu nesta terça-feira com lojas depredadas e saqueadas e patrimônio público danificado, depois que dezenas de pessoas aproveitaram a manifestação da noite de segunda-feira para provocar destruição. Uma loja chegou a ser incendiada. Os comerciantes contabilizavam prejuízos e funcionários da prefeitura tentavam reparar os danos. Bombeiros ainda combatiam resquícios do fogo ateado contra uma loja de chinelos de borracha. Na manhã desta terça-feira, muita fumaça saía do local. Garis da Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb) usavam removedor de tinta para tentar retirar pichações nos muros da Assembleia Legislativa (Alerj), do Paço Imperial e da centenária Igreja de São José. Dois carros incendiados eram recolhidos pela Comlurb. Operários da Secretaria de Conservação da prefeitura recolocavam pedras portuguesas, que foram arrancadas para quebrar vidraças da Alerj e do Paço Imperial. - Acho que a manifestação (pacífica) é correta, porque temos, sim, que ir para a rua para fazer nossas demandas. Mas o ato de vandalismo é errado. A gente pode protestar, mas não pode estragar o Rio de Janeiro. Depois somos nós mesmos que vamos pagar - disse a estudante Josana Augusta, que passava pelo local na manhã de hoje e observava a destruição. Na Rua São José, nas proximidades da Alerj, havia um rastro de destruição. Além da vandalização de vidros e portas, muitos escritórios e lojas foram invadidos, depredados e saqueados. Uma agência bancária teve todos seus vidros quebrados e máquinas de autoatendimento destruídos. Ao lado da loja de sandálias incendiada, uma loja de chocolates teve seus produtos roubados. Em um restaurante, em frente à Alerj, os funcionários tiveram que fechar as portas às pressas, quando os manifestantes violentos chegaram à noite. “Naquela correria, conseguimos fechar as portas e saímos aos trancos e barrancos, debaixo de pedradas. Temi pela minha vida. Foi uma cena de total horror”, conta o gerente do estabelecimento, Paulo Roberto Santos. O fechamento das portas não poupou o restaurante da destruição e do saque. Além de destruírem portas e geladeiras, os invasores roubaram televisores, computadores e bebidas alcoólicas. - A destruição foi praticamente completa. A única coisa que não foi abaixo foi a casa. O estabelecimento foi destruído e saqueado. Vamos tentar resolver o assunto da melhor maneira. Enquanto isso, a gente tem uma casa fechada, sem poder trabalhar - lamenta a proprietária Mônica Pereira.
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