Protesto contra crise do capitalismo mobiliza europeus em pleno domingo
Dezenas de milhares de espanhóis abandonaram seu tranquilo dia de descanso com a família e os amigos no domingo para marchar contra o chamado "pacto europeu" e o tratamento dado à crise econômica.
Dezenas de milhares de espanhóis abandonaram seu tranquilo dia de descanso com a família e os amigos no domingo para marchar contra o chamado "pacto europeu" e o tratamento dado à crise econômica. Em Madri, as marchas começaram pela manhã em seis pontos diferentes da cidade, antes de convergir até a praça Netuno, em frente ao Museu do Prado, junto ao parlamento.
A polícia estimou que o número de manifestantes chegou a algo entre 35 mil e 45 mil pessoas. Não houve relatos de violência, segundo a rádio nacional. As manifestações deste domingo se centraram no "pacto europeu" acertado entre os políticos da zona do euro para estimular a competitividade no bloco. Os manifestantes se proclamam "os indignados" e iniciaram os protestos antes das eleições regionais de 22 de maio.
Os líderes políticos da quarta maior economia da zona do euro vêm tentando convencer os investidores de que o país não segue os passos de Grécia, Irlanda e Portugal, que pediram auxílio à União Européia e ao Fundo Monetário Internacional.
Apelo grego
Na Grécia, as manifestações seguem mesmo no fim de semana. Em meio a protestos públicos contra a crise capitalista e dissidências em seu partido, o primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou, apelou neste domingo aos gregos por apoio às impopulares medidas de austeridade para evitar uma catastrófica insolvência do país. Falando ao parlamento grego, Papandreou disse que a Grécia estava numa encruzilhada crítica e que suas reservas estarão exauridas logo sem o aporte da parcela de 12 bilhões de euros da União Européia e do Fundo Monetário Internacional (FMI).
– As consequências de uma violenta insolvência ou da saída do euro seriam imediatamente catastróficas para as famílias, para os bancos e para a credibilidade do país – disse o primeiro-ministro ao parlamento.
Papandreou reformulou seu governo para impedir dissidências no partido governista depois que a saída de três deputados e protestos públicos ameaçaram o pacote de aumento de impostos, privatizações e corte de gastos acertado com os financiadores internacionais. O primeiro-ministro disse que as entidades financeiras internacionais não estariam impressionadas pelas imagens de gregos divididos por conta das reformas.
– Mostrar que estamos divididos não está nos ajudando de modo algum – diz ele, numa tentativa de ganhar apoio parlamentar ao seu plano contra a crise capitalista.
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