Proteína que causa doença rara pode ser a chave para conter o envelhecimento
O mesmo mecanismo que faz com que as crianças com progeria, uma rara doença genética que aumenta o envelhecimento a uma taxa sete vezes maior do que o normal, pode atuar de forma decisiva na redução do desgaste normal das células, segundo cientistas afirmaram em recente artigo publicado na imprensa norte-americana.
O mesmo mecanismo que faz com que as crianças com progeria, uma rara doença genética que aumenta o envelhecimento a uma taxa sete vezes maior do que o normal, pode atuar de forma decisiva na redução do desgaste normal das células, segundo cientistas afirmaram em recente artigo publicado na imprensa norte-americana. No estudo, liderado pelo Dr. Francis Collins, diretor do National Institutes of Health, o efeito da idade pode não ser simplesmente a falência gradual das células. Em vez disso, tratar-se de um mecanismo biológico ativo - capaz de ser manipulado para curar as doenças relacionadas à idade.
– Creio que muita gente, no passado, pode ter assumido que o envelhecimento das células e dos indivíduos era apenas uma questão de tudo correr para baixo. O que estamos aprendendo funciona a nível celular e mostra que não é bem assim – Collins disse à agência inglesa de notícias Reuters, em entrevista por telefone.
O estudo de Collins foi publicado no Journal of Clinical Investigation. Ele e outros cientistas da equipe trabalham na busca pela compreensão do funcionamento da chave que desencadeia os processos biológicos do envelhecimento, na esperança de descobrir novas drogas que poderiam impedir ou atrasar doenças relativas à idade tais como câncer, doença cardíaca e doença de Alzheimer.
Muito do que tem sido focalizado no estudo mostra a existência de portas de proteção nas pontas dos cromossomos, chamadas telômeros, que Collins compara à cobertura nas pontas dos cadarços dos sapatos, que os impedem de esgarçar. Quando os telômeros se tornam muito curtos e gastos através da divisão celular, eventualmente, a célula morre. Mas não está totalmente claro como isso acontece. Com base no estudo realizado por Collins e seus colegas do National Human Genome Research Institute, em Bethesda, no Estado norte-americano de Maryland, agora parece que a mesma proteína capaz de levar à progeria "desempenha um papel fundamental no envelhecimento celular normal", disse Collins.
Formalmente conhecida como Síndrome de Hutchinson-Gilford Progeria, o envelhecimento precoce é uma doença extremamente rara em crianças que experimentam sintomas normalmente relacionados à velhice - a perda de cabelo, pele enrugada, artérias entupidas e artrite. Muitas vezes as crianças com progeria morrem aos 13 anos de idade.
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