Finalmente, as três entidades responsáveis por vigiar as políticas comerciais globais - e por extensão, do G20 - a Organização Mundial do Comércio (OMC), Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e a Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (UNCTAD) reconheceram oficialmente o que já sabíamos e sofríamos na prática: os países do G20 recorrem cada vez mais ao protecionismo.
Um informe destas entidades registrou que nos últimos seis meses, a maioria dos países do bloco desenvolvido e em desenvolvimento, "impôs mais medidas de restrições ao comércio do que durante os períodos que precederam a crise" e que a prática "parece estar sob pressão crescente".
Além disso, o documento atesta que a determinação anunciada na reunião do G20 em Seul (novembro de 2010) contra o protecionismo não foi cumprida e que "as novas restrições à exportação tendem a aumentar". As organizações também concluíram ser necessário "aumentar a vigilância nos próximos meses para impedir que o protecionismo se expanda".
Do mundo, só mais crise e mais protecionismo
Segundo a OMC, o comércio mundial retomou os níveis anteriores à crise após uma alta recorde de 14,5% em 2010. Mas, agora em 2011, ele deve diminuir devido às consequências da nova - ou extensão da velha - crise e das incertezas pelas quais a economia mundial ainda passa.
O protecionismo crescente só confirma o que nós temos alertado aqui neste blog: o Brasil que se cuide. E garanta o seu crescimento com base no mercado interno e na distribuição de renda, investindo mais em educação, tecnologia, infraestrutura.
Também, é fundamental que nosso país aposte na integração da América do Sul e latino americana. Sem sinais de reformas estruturais no sistema financeiro e de poder mundial, do mundo só devemos esperar mais crise e mais protecionismo.
Protecionismo no G20: o Brasil que se cuide
Quarta, 25 de Maio de 2011 às 13:25, por: CdB