Prossegue a rebelião no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus (AM), iniciada no último sábado. Há reféns.
O tumulto começou durante o período de visita. Os presos fizeram cerca de 80 reféns --entre agentes e familiares. Segundo o governo do Estado, os familiares não quiseram deixar o presídio.
No início do motim, os presos fizeram diversos disparos. Os presos Clóvis Soriano e Jander Ricardo ficaram feridos. Soriano, com dois tiros de raspão, foi levado a um hospital, mas liberado em seguida. Já Ricardo, com uma bala alojada no crânio, permanecia internado em estado grave até a noite de ontem.
No início do motim, os presos fizeram diversos disparos. Os presos Clóvis Soriano e Jander Ricardo ficaram feridos. Soriano, com dois tiros de raspão, foi levado a um hospital, mas liberado em seguida. Já Ricardo, com uma bala alojada no crânio, permanecia internado em estado grave.
Os presos exigem do governo do Estado o fim da terceirização da administração do complexo --desde novembro sob a responsabilidade da empresa Conap (Companhia Nacional de Administração Penitenciária)--, banho de sol todos os dias, ventiladores nas celas, telefones públicos no pátio entre outros itens.
Outra rebelião
Outra rebelião ocorrida no final de semana deixou sete presos mortos.
O tumulto ocorreu na unidade prisional de Puraquequara. Os presos tomaram dois dos cinco pavilhões da unidade e passaram a trocar tiros com policiais militares. O PM Claudinei Barbosa da Silva e o agente João Prudêncio, que chegou a ficar alguns minutos refém, foram feridos a bala. Silva foi atingido no peito, e Prudêncio, na cabeça. Eles foram internados em estado grave no Hospital João Lúcio.
Um do mortos foi degolado e teve seu corpo exposto pelos demais presos no telhado na unidade, o que pânico entre os familiares que viram a cena do lado de fora. Outro foi morto esfaqueado.
Segundo o governo amazonense, os motins fazem parte de uma espécie de "reação" dos presos diante das ações do Estado contra o crime organizado e o tráfico de drogas nos presídios.
- Sem dúvida, é uma retaliação - disse o secretário estadual da Justiça e Cidadania, Carlos Lélio Lauria.