A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado deve votar nos próximos dias o relatório do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) que altera as regras para o exercício da suplência de senador.
Atualmente, os eleitores votam em candidatos ao Senado que assumem o cargo com dois suplentes. Caso haja afastamento do titular, seja para assumir cargo no Executivo como ministro, ou por motivo de morte ou renúncia, o suplente assume a vaga e passa a ter os mesmos direitos de um senador titular, mesmo sem ter sido votado na eleição.
A proposta de Demóstenes Torres altera esse trâmite e proíbe que senadores deixem o mandato para assumir cargos no Executivo.
— Se elegeu senador, tem de ser senador. Se elegeu deputado federal, tem de ser deputado federal —, disse.
O senador só poderá ser candidato a cargos no Executivo no último ano de mandato. No caso de renúncia, morte ou cassação de mandato, a proposta de Demóstenes prevê que, se o fato ocorrer nos primeiros sete anos de mandato, uma nova eleição deverá ser convocada em 30 dias. Se o afastamento acontecer no último ano de mandato, assumirá a vaga o segundo colocado nas eleições.
Demóstenes, no entanto, admite que a sua proposta não tem consenso na CCJ.
— Alguns preferem manter o suplente como está, outros preferem a sublegenda como era na época do regime militar, outros preferem que os suplentes sejam votados —, disse.
Depois de votada na CCJ, a proposta segue para o plenário do Senado. Em seguida, vai para análise na Câmara dos Deputados.
Proposta sobre suplência no Senado deve ser votada nos próximos dias
Quarta, 20 de Fevereiro de 2008 às 15:05, por: CdB