Rio de Janeiro, 04 de Setembro de 2026

Proposta pode levar a acordo nuclear com a Coréia do Norte

Segunda, 08 de Dezembro de 2003 às 08:46, por: CdB

O governo Bush concordou com a Coréia do Sul e o Japão em um plano para acabar com o programa nuclear da Coréia do Norte. O governo qualificou a proposta como uma série de passos "coordenados" em que cinco nações ofereceriam garantias de segurança para a Coréia do Norte enquanto o país inicia um desmonte verificável de suas instalações nucleares. As informações foram confirmadas por autoridades da Casa Branca.  

A declaração deve ser enviada aos líderes da China na segunda-feira (08), indicaram as autoridades, para que Pequim entregue os termos ainda nesta semana a Kim Jong Il, líder norte-coreano. Mas as autoridades afirmaram que a Coréia do Norte pode julgar a proposta como excessivamente vaga, em parte porque não estabelece um cronograma para produção de energia e para a concessão de ajuda econômica ao país, e porque pediria a realização de inspeções em instalações suspeitas que nunca foram abertas ao Ocidente.

Segundo as autoridades informaram, uma segunda rodada de negociações dificilmente será realizada neste mês, ainda que um oficial do governo tenha afirmado que "ainda era possível" a realização de um encontro.

Uma ausência notável na posição conjunta, que os três governos não estão formalmente divulgando, é a exigência que a Coréia do Norte retorne ao Tratado de Não-Proliferação Nuclear, uma condição anteriormente apresentada. A Coréia do Norte renunciou ao acordo no início do ano, após expulsar os inspetores internacionais de Yongbyon, a maior instalação nuclear conhecida do país. Em conversas com os EUA, autoridades chinesas e sul-coreanas afirmaram que Kim dificilmente aceitaria o retorno ao tratado.

A omissão da demanda pode se mostrar apropriada aos planos dos "falcões" da Casa Branca. Estes afirmam que as ações dos inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica sofreram tantas restrições na Coréia do Norte que a presença dos especialistas trouxe poucos resultados. Segundo os "falcões", o governo insistirá que qualquer desarmamento da Coréia do Norte seja verificado por equipes de inspetores asiáticos e americanos, apoiadas por informações obtidas por satélites e em entrevistas com desertores norte-coreanos. Esta demanda, eles afirmaram, incluiria a inspeção completa de um segundo projeto nuclear - descoberto por oficiais americanos e sul-coreanos de espionagem no ano passado - onde a Coréia do Norte estaria enriquecendo urânio.

No domingo, outra autoridade da administração Bush advertiu que os EUA podem demandar o retorno da Coréia do Norte ao Tratado e estabelecer uma "função para a AIEA", mas indicou que tais demandas hoje seriam consideradas "excessivas" pela Coréia do Norte.

As autoridades japonesas e sul-coreanas reconheceram que houve divergências com Washington sobre o tipo de declaração a ser apresentada aos norte-coreanos, e sobre os incentivos que o país deve receber para abandonar seu programa nuclear.

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