Em busca de equiparação salarial com a Polícia Civil, a Polícia Militar deu um passo importante: o comandante-geral da PM, coronel Ubiratan Angelo, entregará estudo ao governador Sérgio Cabral sobre o escalonamento dos salários. A decisão foi tomada após reunião do oficial com Cabral quarta-feria. A proposta é um dos 12 itens defendidos por grupo de nove coronéis da ativa. Uma das comparações entre as duas forças é com o cargo de inspetor. Na Polícia Civil, o salário é de R$ 2 mil, enquanto um soldado recebe R$ 800.
Em reunião nesta quinta-feira, o grupo decidiu não entrar na Justiça para paralisar concurso de dois mil novos soldados. Isso porque esses policiais só receberão depois de incorporados, a partir do primeiro trimestre do ano que vem. Mas os coronéis querem o retorno de 2.268 PMs — o equivalente a cinco batalhões —, que servem a 26 prefeituras e secretarias, como a de Administração Penitenciária, onde há 540.
Outro objetivo é impedir promoções para quem está fora da corporação. Há registro de policial que chegou a coronel servindo ao Tribunal de Justiça há 12 anos. Para negociar com o estado, os passos do grupo são repassados ao comandante-geral. Eles defendem permanência de Angelo por quatro anos.