Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Proposta de Brahimi para o Iraque é aceita por Conselho da ONU

Terça, 27 de Abril de 2004 às 22:13, por: CdB

O Conselho de Segurança da ONU acolheu na última 'com beneplácito' a proposta formulada pelo assessor especial para o Iraque, Lakhdar Brahimi, para a entrega do poder nesse país, apesar de ter considerado suas propostas como 'idéias provisórias'.

Essa é a informação revelada em uma declaração pública lida pelo presidente do Conselho de Segurança, o embaixador alemão Gunter Pleuger, ao término da reunião na qual Brahimi apresentou seu plano para criar um governo provisório no Iraque.

Em sua intervenção, o assessor especial sustentou que é possível formar um governo de transição antes do fim da ocupação e da transferência de poder, fixada para o dia 30 de junho, desde que exista um apoio da comunidade internacional.

- Necessitaremos, em particular, que o Conselho de Segurança esteja unido ao nosso redor e com nós - disse Brahimi em presença do secretário-geral da ONU, Kofi Annan.

A proposta de Brahimi é dissolver o atual Conselho do Governo de Iraque, cujos membros foram nomeados pelos Estados Unidos, e criar um novo governo provisório formado por um presidente, dois vice-presidentes e um primeiro-ministro.

Este órgão deveria estar formado antes do final de maio, para poder receber o poder das forças ocupantes em 30 de junho, e poder governar o país até a celebração de eleições gerais, em janeiro de 2005.

Na declaração institucional, o presidente do Conselho de Segurança louvou o trabalho desenvolvido por Brahimi e pela equipe de assistência eleitoral da ONU que está no Iraque.

Neste sentido, disse que o Conselho 'apóia firmemente as atividades e a dedicação do assessor especial, e acolhe com beneplácito as idéias provisionais que apresentou como base para a formação de um governo iraquiano provisório ao que se trespassará a soberania em 30 de junho de 2004'.

Além disso, alenta Brahimi e Annan a 'prosseguir diligentemente os esforços que realizam', e exorta os iraquianos e os países vizinhos a 'cooperarem plenamente' com seus trabalhos.

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