A lance do banco britânico Barclays para a compra do holandês ABN Amro não será recomendada aos acionistas porque não atinge o valor mínimo previsto para as negociações, afirmou o presidente-executivo do banco, nesta quinta-feira. A oferta, em dinheiro e ações, apresentada pelo Barclays está na casa dos 59 bilhões de euros (US$ 82,52 bilhões), enquanto a proposta rival feita por um trio de bancos liderados pelo Royal Bank of Scotland é de cerca de 70 bilhões de euros.
- A oferta do Barclays é muito baixa. Não podemos pedir aos acionistas para pagarem a diferença em relação à oferta do consórcio - disse Rijkman Groenink, em assembléia extraordinária de acionistas convocada para discussão das propostas.
Mas Groenink não recomendou a proposta do consórcio de bancos, que inclui Santander e Fortis, repetindo a posição neutra do ABN.
- Aquela proposta é de dividir o banco, e não queremos apoiar uma oferta que divida o banco - disse.
O chairman informou que o ABN pode mudar de posição se o Barclays reduzir a diferença, algo que ele considera difícil de acontecer, dada a distância entre as duas ofertas. Ele disse ainda que vê pouca chance dos grupos rivais cancelarem suas ofertas. Groenink disse em uma entrevista no domingo que acredita que o consórcio liderado pelo Royal Bank vença a disputa.