Rio de Janeiro, 30 de Agosto de 2026

Promotoria quer pena maior para Abdelmassih

A defesa do médico Roger Abdelmassih e o Ministério Público vão recorrer da sentença que condenou o médico a 278 anos de prisão. A defesa quer provar que o médico é inocente, enquanto os promotores querem uma pena maior e que seja cumprida em regime fechado.

Quarta, 24 de Novembro de 2010 às 09:08, por: CdB

A defesa do médico Roger Abdelmassih e o Ministério Público vão recorrer da sentença que condenou o médico a 278 anos de prisão. A defesa quer provar que o médico é inocente, enquanto os promotores querem uma pena maior e que seja cumprida em regime fechado. Roger Abdelmassi, que era um dos maiores especialistas em reprodução humana do Brasil, foi condenado nesta terça-feira a 278 anos de prisão, em regime inicial fechado, por ter abusado de pacientes que iam se tratar em sua clínica. A sentença foi proferida pela juíza Kenarik Boujikian Felippe, da 16ª Vara Criminal de São Paulo. Os abusos contra as pacientes, segundo a denúncia, teriam ocorrido entre os anos de 1995 e 2008, nas dependências da Clínica e Centro de Pesquisa em Reprodução Humana Roger Abdelmassih, localizada no Jardim Paulista, região central da capital paulista. A denúncia contra o médico foi feita por 39 pacientes. De acordo com a sentença, Abdelmassih foi acusado pela prática de 56 delitos contra 39 mulheres, já que algumas pacientes relatam terem sido vítimas de abuso por mais de uma vez. No processo, que contém 37 volumes e 10 mil páginas, há relatos dos casos em Abdelmassih tentou constranger as pacientes que realizavam tratamento de fertilização “in vitro”, mediante violência real e com prática de atos libidinosos, quando estas estavam sedadas para a retirada de óvulos. Algumas delas relataram terem sido estupradas pelo médico, que ainda é acusado de atentado violento ao pudor. Por liminar concedida pelo Suprem Tribunal Federal (STF) em dezembro do ano passado, Abdelmassih estava em liberdade.

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