O promotor Francisco Cembranelli, responsável pelo caso da morte de Isabella Nardoni, disse que provas indicam que a cena do crime foi adulterada. Cembranelli afirmou que houve tentativa de remover manchas de sangue no carro e no apartamento do pai da menina.
– A verdade é que o Instituto de Criminalística comprovou por meio de laudo que houve sim a remoção do sangue com produtos e que quase que prejudicaram a pericia. Não se sabe exatamente em qual momento, mas que houve a manipulação, sim, houve – disse o promotor.
O promotor disse ainda que o assassino de Isabella foi cuidadoso ao jogá-la da janela.
– Se fosse um monstro, como dizem os indiciados (Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da menina), ele a arremessaria de qualquer lugar e de qualquer jeito. Ela foi cuidadosamente introduzida pelo buraco da tela e foi suspensa pelas mãos – disse.
O promotor afirmou ainda que há provas suficientes de que a família toda subiu junto (da garagem ao apartamento) e estava no apartamento no momento em que Isabella foi lançada. Alexandre afirmou em depoimento que, ao chegar com a família ao condomínio, subiu para deixar no apartamento Isabella, que dormia, e voltou ao carro para buscar a mulher e os dois filhos. De volta ao quarto, viu acesa a luz que ele teria deixado apagada e a tela de proteção cortada.